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Um dia a Igualdade vencerá!

E se um dia a diversidade não fosse passaporte para o desrespeito, a discriminação ou a violência?

E se um dia, ninguém precisasse de se esconder, no trabalho, na escola, no supermercado, na rua, na família por se sentir no corpo errado?

E se um dia, todos e todas pudessem sentir-se em segurança, integrados na comunidade e na sociedade independentemente da sua identidade de género?

E se um dia, todos e todas pudessem criar e cuidar dos seus filhos, constituir família de forma legalmente reconhecida pelo Estado independentemente da sua orientação sexual?

E se um dia a diversidade não fosse passaporte para o desrespeito, a discriminação ou a violência?

Se olharmos para trás, conseguimos mapear alguma evolução na história dos direitos fundamentais. Mas bem sabemos como a história se faz de avanços e retrocessos. Como a austeridade agudiza as desigualdades, potencia a exclusão e a violência, promove o conservadorismo e o preconceito. Bem sabemos também que não podemos tomar como adquiridos os direitos conquistados.

Em Portugal, por exemplo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecido mas a discriminação persiste. A adoção continua vedada aos casais do mesmo sexo. A procriação medicamente assistida só é possível para quem viva em casal. Heterossexual pois claro. A lei da identidade de género vingou mas a violência institucional e o bullying social continuam a fazer parte do quotidiano das pessoas transexuais. O SNS não responde às necessidades destas pessoas e considera-as doentes, rejeita o sangue de homens só porque fazem sexo com homens, desrespeita o direito da livre escolha às pessoas intersexo.

Este Governo tem sistematicamente rejeitado a igualdade. Parte, ideologia herdeira de uma conceção conservadora e bacoca das relações sociais e familiares, parte estratégia austeritária que lhes assegura o controlo sobre uma sociedade dividida e desorganizada, as tentativas para acentuar as desigualdades são, aliás, constantes.

Por isto a luta não pode parar. No Parlamento, nas ruas, nas escolas, em todas as esquinas, o Bloco de Esquerda tem-se batido por uma sociedade em que cada um e cada uma tenha o direito de amar quem quiser, em que ninguém seja discriminado porque nasceu num corpo que não sente como seu, em que o respeito pela liberdade e diversidade substitua de vez a discriminação e a violência.

Porque acreditamos, que essa sociedade é possível, não baixaremos os braços e levaremos a luta até ao fim. No próximo dia 20, estaremos, como sempre, na Marcha do Orgulho LGBT, pelo respeito, pela dignidade, pela liberdade e pela Igualdade.

Junta-te a nós! Todos juntos seremos mais fortes e todos juntos faremos chegar mais depressa o dia em que a Igualdade vencerá!

Sobre o/a autor(a)

Deputada e dirigente do Bloco de Esquerda. Professora universitária. Socióloga.
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