Está aqui

Saímos da Assembleia com o dever cumprido (I)

Ao longo destes quatro anos, a vertente social foi uma das nossas maiores prioridades.

Como é do conhecimento público, a Comissão Política e o Coordenador Regional do meu partido decidiram que deixavam de contar comigo como Deputado na Assembleia Legislativa da Madeira, e, por isso, não serei candidato às próximas eleições. É uma decisão legítima de quem dirige o partido que, mesmo discordando, só me cabe aceitar.

Na hora da saída, talvez seja importante fazermos um pequeno balanço da atividade que eu e o Rodrigo Trancoso, enquanto deputados do Bloco de Esquerda, desenvolvemos na legislatura que agora finda. Ao longo destes quatro anos, a vertente social foi uma das nossas maiores prioridades.

Interviemos no sentido de alertar e apresentar propostas que combatessem o risco de pobreza, que atinge tantos milhares de conterrâneos nossos, bem como o desemprego que, apesar das estatísticas dizerem que está a diminuir, ainda atinge tanta gente, deixando milhares de pessoas sem acesso a qualquer tipo de remuneração. Batemo-nos, intransigentemente, por medidas que atenuassem o empobrecimento e o abandono dos Idosos, cada vez mais frágeis e entregues à sua sorte, não esquecendo a necessidade de garantir um complemento regional de pensão a quem tem pensões de miséria e exigindo a construção de novos lares de idosos. Estivemos na linha da frente na apresentação de um diploma legal que criasse o Estatuto do Cuidador Informal, de forma a serem reconhecidos direitos a quem cuida de outras pessoas. Denunciámos problemas, propusemos soluções e tivemos uma ação permanente na defesa do Serviço Regional de Saúde, público e acessível a todos. Interviemos no sentido de reforçar o combate à violência doméstica, verdadeiro cancro da nossa sociedade e que tem ceifado a vida a tantas mulheres na nossa Região. Interviemos na defesa de mais e melhores serviços públicos, contra a entrega de serviços essenciais aos privados a quem só interessa o lucro. Interviemos na defesa dos direitos dos trabalhadores da administração pública e do sector privado, exigindo um aumento maior do salário mínimo em vigor na Região e de um maior aumento do subsídio de insularidade para os funcionários públicos. Interviemos, desde o início da legislatura, no sentido de que fossem reconhecidas e implementadas medidas no âmbito do bem-estar animal. E fizemos muito mais em defesa da Madeira e da sua população, trabalho esse de que vos continuarei a dar conta no artigo do próximo mês.

Artigo publicado originalmente no DIÁRIO de Notícias da Madeira de 8 de Agosto 2019 (adaptado).

Sobre o/a autor(a)

Deputado na Assembleia Regional da Madeira
(...)