Notemos o caso de Lisboa. Santana Lopes, por sua vez, governou como Santana Lopes governa, com desalinho e espalhafato, enunciou que Lisboa era linda de se ver mas, no palpável, não avançou com uma ideia concreta que contribuísse para a revitalização da cidade. António Costa, por sua vez, governou a cidade como José Sócrates governou o país, sendo arauto da falcatrua e da arrogância. Costa sustentou as intrujices que ocorreram nas concessões do espaço ribeirinho, amparando as construtoras e lesando os lisboetas apartando-os do seu Tejo. Nos últimos anos, em Lisboa, o status quo do negocismo e da especulação imobiliária foram nota dominante. As lideranças do PSD e do PS compactuaram com esse estado da arte. Não fizeram nada em prol de uma efectiva mudança. É por isso que nem um nem outro representam uma solução crível para a cidade.
Lisboa precisa de uma alternativa, de novas proposições e novas políticas, assentes nos princípios da democracia económica e social, capazes de imprimir o cariz de transformação e progresso que a cidade exige para, de uma vez por todas, começar a andar para a frente. É essa a razão da candidatura de Luís Fazenda. É essa a responsabilidade da esquerda, avançada e popular, que o Bloco de Esquerda preconiza. E é consciente dessa responsabilidade que o Bloco se apresentará aos lisboetas, sabendo que a qualidade da sua proposta será a força da sua candidatura.