Estamos na reta final do atual mandato, iniciado em 2021, que marcou o fim da governação do PS em Barcelos e o regresso da direita ao poder. Estamos, também, a pouco tempo de discutir a proposta de Orçamento para 2025, o último deste mandato. O que se espera para Barcelos e para os barcelenses?
Desde logo, é praticamente certo que o Orçamento Municipal e as Grandes Opções do Plano serão aprovadas já esta quinta-feira, na sessão da Assembleia Municipal. Também sabemos o que acontecerá: a coligação de direita, composta por PSD, BTF (agora sem bancada parlamentar e enquanto independentes) e CDS, a enaltecer este documento e a grandiosidade do que tem sido o mandato do atual Executivo camarário.
A expectativa em torno deste documento, que reúne as principais opções políticas do Município para o próximo ano, também não é elevada. Os orçamentos anteriores, do Partido Socialista, liderado por Miguel Costa Gomes, deixaram muito a desejar e pouco (ou nada) fizeram para responder aos problemas estruturais que marcam a realidade em Barcelos e nas suas freguesias. Já os orçamentos apresentados pela coligação, chefiada por Mário Constantino, embora surjam com uma nova aparência, seguem a mesma estratégia, quase como sendo a continuidade.
Entre promessas vazias e medidas folclóricas que servem de chamariz, vemos que políticas que requerem ambição e coragem política estão em falta – aliás, não passam de uma miragem. Os problemas que marcam o dia-a-dia dos barcelenses continuam sem ter a resposta necessária. Infelizmente, para Barcelos e para as suas populações, a coligação de direita (sem surpresas), apresenta “mais do mesmo”, com os Executivos que lhe antecederam.
Mudam os protagonistas e altera-se (ligeiramente) o programa político, no que é quase um jogo de cadeiras, tamanha é a falta de medidas de fundo que vão ao encontro das expectativas e das necessidades do nosso concelho e, até, de debate. A essência, essa é a mesma, podendo resumi-la a uma velha frase: PS, com ou sem D?
Mas estarão Barcelos e os barcelenses condenados aos autoelogios, à falta de ambição e de respostas? Será o “mais do mesmo” uma inevitabilidade? Mesmo que as perspetivas para 2025, como nos anos anteriores, não sejam as melhores, à esquerda não nos resignamos. Sabemos que será mais um ano em que a ausência de políticas prejudica Barcelos e as suas populações, mas não baixamos os braços. Será, como é sempre, um ano de luta, com força e vontade de construir um concelho melhor e para todas as pessoas. Bom ano!
Artigo publicado no jornal Barcelos Popular a 12 de dezembro de 2024