O desenvolvimento sustentado e equilibrado do país e a melhoria das condições de vida das populações foram bandeiras da Revolução de abril, mas o governo do PSD/CDS, não abraça obviamente esse ideário.
O encerramento de serviços na área da Educação, Saúde, Justiça e Finanças é parte integrante das opções neoliberais deste governo que sacrifica as pessoas no altar dos mercados.
É neste contexto que se insere a gestão dos Fundos Comunitários que tem condenado as regiões do interior ao marasmo económico e à desertificação.
O PETI (Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas), recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros , espelha bem a política interioricida
O PETI (Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas), recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros , espelha bem esta política interioricida.
Este Plano faz tábua rasa do PNPOT (Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território), que consagrou o investimento em dois eixos verticais do interior, para favorecer a coerência dos grupos urbanos das regiões não litorais. A opção foi a de direcionar os Fundos Comunitários, unicamente, para infraestruturas no litoral, e em três corredores de atravessamento horizontal de mercadorias (excluindo as pessoas)entre os principais portos marítimos e a Europa, para o tráfego de importação/ exportação.
A ausência de assento de entidades de âmbito regional, como os Conselhos Regionais ou as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, nos órgãos de gestão central que definem as políticas do Acordo de Parceria 2014-2020 (o contrato entre Portugal e Bruxelas, para a distribuição dos fundos do QREN) contribuiu para este cenário.
O verdadeiro interioricídio em curso coloca na ordem do dia a necessidade de concretizar a Regionalização, por forma a promover um desenvolvimento justo e equilibrado do país
Por seu turno, a inexistência de entidades regionais democraticamente eleitas e independentes do poder central constituiu um fator facilitador dos objetivos do PSD/CDS que, à revelia dos ideais de abril de democracia e desenvolvimento, promovem políticas centralistas e litoralistas que conduzem ao aniquilamento das populações do interior!
O verdadeiro interioricídio em curso coloca na ordem do dia a necessidade de concretizar a Regionalização, por forma a promover um desenvolvimento justo e equilibrado do país.