O Irão e a fatura

porCatarina Martins

16 de março 2026 - 14:20
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Encher o depósito está cada vez mais caro? Sobra cada vez mais mês no fim do salário? Agradeça a Trump, Ventura e Rangel.

Encher o depósito está cada vez mais caro? Sobra cada vez mais mês no fim do salário? Agradeça a Trump, Ventura e Rangel.

Ouço todos os dias quem repita que o direito internacional não serve para nada. E que o mundo em que mandam os mais fortes é que é. É esta a política de Trump e da extrema-direita que o apoio e da direita que lhe obedece. Mesmo quem não percebe que este caminho é moral e eticamente inaceitável, talvez esteja agora a perceber que é perigoso para toda a gente. E já está a pesar na carteira.

Trump bombardeou o Irão porque sim. Como o próprio já explicou, isso da democracia não lhe interessa. Também não quer saber dos direitos das mulheres; um dos primeiros atos de guerra foi bombardear uma escola feminina e matar mais de 160 meninas. E se o Irão tivesse mesmo as armas terríveis que justificariam uma “ataque preventivo”, convenhamos, já as tinha usado. Tudo isto, como sempre, é só petróleo e negócio.

Mas o negócio está a sair caro a quase toda a gente. O Irão é não só um dos maiores produtores de petróleo do mundo como tem uma posição geográfica estratégica que lhe permite controlar a saída de petróleo dos países do golfo para o resto do mundo. E fechou a torneira.


Artigo publicado a 15 de março de 2026 no Correio da Manhã

Catarina Martins
Sobre o/a autor(a)

Catarina Martins

Eurodeputada. Dirigente do Bloco de Esquerda. Atriz
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