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A luta que vem de longe

O facto de que as greves por distritos se mantêm elevadas, mesmo depois das reuniões de dia 20, são um sinal de que a luta vai continuar. Dia 11 será uma grande manifestação nacional em Lisboa, porque este é TEMPO de SER, TEMPO dos PROFESSORES.

Ainda tenho os ecos dos artigos que li este domingo no «Público»: “Entre o “respeito” e o “dar-se ao respeito” da autoria de Pacheco Pereira, “Respeitar os professores é respeitar o presente e o futuro do país” de São José Almeida e “Os professores são os pedreiros do mundo”da enfermeira Carmen Garcia. A FENPROF acertou na palavra-chave RESPEITO quando a 4 de Outubro de 2022, na véspera do Dia Mundial do Professor a trouxe para a rua e a visibilizou numa expressiva concentração de professores/as em frente à Assembleia da República. É preciso respeitar os professores e as suas organizações que desde sempre têm pugnado pela satisfação de justíssimas reivindicações duma classe que é pilar do Escola Pública e da Constituição.

Hoje, o jornal «Público» volta a dar destaque às movimentações dos professores nas páginas 2 e 3 que abrem o matutino. Não apenas aquelas que são organizadas por diferentes actores, mas informando sobre aspectos mais técnicos que surgem nas notícias em torno das movimentações que se têm intensificado. “Descongelamento foi para todos (Função Pública) mas o tempo de serviço nem por isso” e o artigo “Pergunta e Resposta: Quem pode declarar serviços mínimos? E como?” Ouvimos o primeiro ministro a estabelecer uma linha vermelha na contagem integral do tempo de serviço congelado aos professores, como aliás já antes tinha chantageado o país com a ameaça de fazer cair o governo, ouvimos o ministro da educação com propostas aos sindicatos que não passam de truques, mas o facto de que as greves por distritos se mantêm elevadas, mesmo depois das reuniões de dia 20, são um sinal de que a luta vai continuar. “6 anos, 6 meses, 23 dias” foi um dos muitos slogans gritados durante horas à porta do Ministério da Educação na passada sexta feira, na convicção de que é uma das reivindicações de que os professores não abrem mão, porque “o tempo trabalhado, não pode ser roubado!”.

Ontem foram os professores do distrito de Castelo Branco a fazer uma greve massiva. Hoje é a vez dos de Coimbra e por aí fora até dia 8 de Fevereiro. Dia 11 será uma grande manifestação nacional em Lisboa, porque este é TEMPO de SER, TEMPO dos PROFESSORES.

Artigo publicado em SPGL a 24 de Janeiro de 2023

Sobre o/a autor(a)

Professora aposentada, feminista e sindicalista
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