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Dados do desemprego e propaganda do governo

Apesar da propaganda, é patente que o governo não tem conseguido apresentar nenhuns resultados no combate ao desemprego.

Esta quarta-feira saíram os dados do INE sobre desemprego que demonstraram, de forma cabal, o total fracasso das políticas do governo no combate ao desemprego. O desemprego no 4º trimestre de 2010 foi de 11,1%, ou seja a taxa de desemprego mais alta de sempre em Portugal.

Os dados do INE mostram ainda que o aumento do desemprego se fez à custa das mulheres e dos mais jovens. As mulheres representaram no 4º trimestre de 2010 mais de 12,3% dos desempregados e quase um em cada quatro jovens não têm hoje emprego.

Mas hoje vieram a público os dados do IEFP sobre o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego e, apesar de face ao mês anterior se verificar um aumento de 2,8% no número de inscritos, o Secretário de Estado Valter Lemos veio congratular-se com a descida de meio ponto percentual relativamente ao período homólogo no número de desempregados inscritos no IEFP, dizendo que este era “um bom sinal” e afirmando que este podia ser o sinal de que a situação se está a reverter.

Assim, os responsáveis do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social voltam em 2011 a arriscar o discurso que se manteve constante ao longo de 2009 e de 2010, anos em que foram afirmando, a cada anúncio de estatísticas que davam conta de um aumento sustentado e recorde da taxa de desemprego, que a situação estava controlada, que seria trataria de um pico e que haveria proximamente uma inversão da tendência da taxa de desemprego.

Apesar da propaganda, é patente que o governo não tem conseguido apresentar nenhuns resultados no combate ao desemprego. A prova disso é que, segundo as estatísticas, cerca de 225 pessoas perdem o emprego todos os dias, que o desemprego real atinge já 747 mil pessoas e que quase 60% das pessoas que estão desempregadas não recebem subsídio de desemprego.

Infelizmente, o pior ainda não passou e a recessão provocada pelos PEC’s e pelo Orçamento de Estado de 2011 fará aumentar ainda mais a sangria do desemprego.

Sobre o/a autor(a)

Dirigente do Bloco de Esquerda, funcionária pública.
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