Fotos de Ana Mendes.
A manhã de sexta-feira da campanha eleitoral bloquista foi ao Planalto Mirandês chamar a atenção para a importância de usar os fundos europeus em projetos que contribuam para o povoamento e a qualidade de vida no interior do país.
Em visita à AEPGA - Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino - na localidade de Atenor, Catarina Martins destacou o “extraordinário projeto” em torno da preservação do burro mirandês, na companhia de associações que “trazem para esta zona e dão emprego a veterinárias, biólogos, linguistas, pessoas das mais variadas áreas da cultura e da ciência”.
“Às vezes fala-se dos projetos europeus e dos fundos europeus como uns milhões que chegam num instante e faz-se um negócio qualquer de betão que depois de inaugurado não se sabe muito bem o que é que se há de fazer com ele. Nós propomos outra forma de olhar para o interior: é que os fundos europeus sejam sobretudo para projetos como estes, ou seja, projetos que combinam emprego qualificado com profissões tradicionais”, prosseguiu a candidata do Bloco às eleições europeias de 9 de junho, apontando também a importância da promoção da língua mirandesa como fator de diversidade cultural que enriquece o território.
“Estes projetos têm tudo a ganhar com o desenho dos fundos europeus. E para nós, os fundos europeus devem ser desenhados tendo em conta todo o território e tendo em conta o povoamento do interior, em projetos que estão ligados à biodiversidade, à cultura e que com isso garantem emprego qualificado, garantem qualidade de vida e segurança do território”, concluiu Catarina, lembrando que “o Nordeste Transmontano é a Europa e é muito importante que estas eleições sejam sobre todo o território”, até porque ao contrários das restantes eleições, nas europeias há um único círculo eleitoral e todos os votos contam o mesmo na distribuição dos eurodeputados que Portugal elege.
Catarina lembrou ainda a atenção que o Bloco tem dedicado para que a população daquele concelho de Miranda do Douro não continue a ser prejudicada pelo não pagamento do IMI sobre as barragens detidas pela EDP, ou para que “o interior não fique permanentemente com os custos ambientais de projetos que são feitos e acabam por criar até dificuldades às populações, ou que não fique sistematicamente condenado ao despovoamento”.