A igualdade de género está longe de ser assumida nas lideranças europeias. Mais do que um direito de igualdade total é usada como uma conveniência. Foi esse o caso aquando da decisão do Conselho de nomear Ursula von der Leyen para a Presidência da Comissão.
A indústria farmacêutica e a investigação sobre saúde caminham cada vez mais para a chamada “saúde personalizada”, mas desengane-se quem acha que este caminho é uma resposta para os casos como o da Matilde.
O mandato está a acabar mas a vida segue na Tunísia e parece-me evidente que para as lideranças europeias tanto faz que seja real ou que seja só apenas mais uma vila Potemkin.
Na última semana gerou-se, e bem, uma onda de solidariedade com Miguel Duarte, o jovem português acusado pelo governo italiano por “ajuda à imigração ilegal”.
Esta Europa diz querer-se autónoma e unida. Depois de ter falhado a união por via de políticas que servissem efectivamente as suas populações, as lideranças europeias passaram buscá-la em outras miragens.
Esta semana comemoraram-se os 75 anos do Dia D. Mais de 10 mil homens das tropas aliadas britânicas desembarcaram na Normandia, naquele que ficou conhecido como o momento de viragem na segunda guerra mundial.
A fraqueza que encontrou no Parlamento para juntar vozes e acções no combate às alterações climáticas contrastam com a força que os jovens trazem para as ruas na sua greve climática. Greta não está sozinha.