Está aqui

Eleições presidenciais em França: candidatos e sondagens

A primeira volta das eleições presidenciais em França realizar-se-á dia 22 de Abril, a segunda volta a 6 de Maio.
A estas eleições concorrem 12 candidatos. Nas últimas sondagens Nicolas Sarkozy (candidato de direita pela UMP) está em primeiro lugar com valores entre 26% e 31%. Em segundo lugar, Ségolène Royal, candidata do PS, com valores entre 24,5% e 27%. Em terceiro lugar, François Bayrou, candidato do partido de direita UDF, com 18% a 22%. Em quarto lugar, Jean-Marie Le Pen, candidato da Frente Nacional de extrema-direita, com 11% a 14,5%. E em quinto lugar, Olivier Besancenot, candidato da Liga Comunista Revolucionária (LCR), com 3% a 4,5%.

São ainda candidatos: Marie-George Buffet, do Partido Comunista francês, que tem nas sondagens 2 a 3%; Arlette Laguiller, da Luta Operária, com 2 a 3%; José Bové, militante altermundialista e do sindicalismo agrícola, com 1 a 2,5% e outros quatro candidatos que têm entre 0,5 e 1% nas sondagens: Fréderic Nihous (Caça, Pesca, Natureza e Tradição, direita), Philippe de Villiers (Movimento pela França, direita), Dominique Voynet (Verdes) e Gérard Schivardi (Partido dos Trabalhadores)

Em relação a uma segunda volta entre Sarkozy e Ségolène Royal as sondagens têm vindo a apontar para uma provável vitória de Sarkozy, embora com diferenças curtas e com Ségolène Royal a subir nas últimas sondagens. No caso de uma segunda volta entre Sarkozy e Bayrou as sondagens existentes apontam para uma vitória de Bayrou.

(...)

Resto dossier

Dossier Eleições presidenciais em França

O dossier desta semana é sobre as eleições presidenciais em França que terão a primeira volta no próximo dia 22 de Abril.

Declaração de candidatura de José Bové

A França nunca foi tão desigual.
Um grande patrão ganha 300 vezes, ou mais, que um trabalhador que receba o salário mínimo. Os mais ricos fogem ao fisco quando 100 000 pessoas dormem na rua. As stocks-options recompensam os despedimentos.
É tempo de pôr fim a um sistema que lança a grande maioria dos assalariados na precariedade e na insegurança social. É tempo de decretar a insurreição eleitoral contra o liberalismo económico.

Polémica na esquerda: O peso nulo da esquerda antiliberal

O filósofo Michel Onfray foi um dos defensores da união da esquerda antiliberal, com base num programa que encontrasse o ponto de união dos programas de cada uma das formações políticas. Neste texto, ele lamenta que a união não se tivesse concretizado, e que a esquerda antiliberal não vá ter qualquer peso nas eleições. E volta a defender a união para depois das presidenciais.

“Na rua, nas urnas”, texto de Besancenot

Nicolas Sarkozy pode visitar fábricas, citar Jaurés e Blum e desenvolver muitos esforços para se fazer passar por amigo dos trabalhadores, mas terá dificuldade em mascarar que ele é sobretudo o candidato plebiscitado pelo MEDEF (central patronal francesa). E desde que ele se solte, como o fez na TF1 denunciando os que “matam o carneiro na banheira”, o natural vem ao de cima a galope: é o eleitorado de le Pen que ele adula. Mas só pôde apresentar-se como o candidato do poder de compra – “trabalhar mais para ganhar mais” porque a candidata socialista estava calada sobre as questões sociais.

Vídeo com 2,5 milhões de visitas: o verdadeiro Sarkozy

O vídeo nas plataformas YouTube e DailyMotion tem sido largamente usado na campanha das eleições presidenciais francesas. O vídeo "Le vrai Sarkozy" (O verdadeiro Sarkozy), disponível na net desde Julho de 2006, colocado nas duas plataformas e em vários endereços, já teve no total mais de 2,5 milhões de visitas.

O balanço da net-campanha

A quatro semanas da primeira volta da eleição presidencial, que balanço fazer da campanha na internet? Desde há vários meses, vários grupos de protagonistas têm repetido a mesma cantiga. "É na net que isto se vai decidir", repetiram em coro jornalistas políticos e empresários da web - sem esquecer os mais convencidos: a equipa de campanha de Ségolène Royal, que tinha criado desde Fevereiro de 2006 o site participativo Désirs d'avenir (Desejos de futuro).

Ségolène Blair e Nicolas Thatcher

A campanha presidencial está bem trancada. Tudo se passa como se estivéssemos condenados a escolher entre o liberalismo de eufemismo da sra. Royal e o liberalismo fulgurante do sr. Sarkozy. Mas nenhum dos dois traz respostas às preocupações dos franceses.

Polémica na esquerda: A união, mas não a qualquer preço

O texto que se segue é de Daniel Bensaid, dirigente da LCR, e foi publicado numa tribuna no diário  Libération, a 7 de Dezembro de 2006. É uma resposta a um artigo do filósofo Michel Onfray, que publicara um apelo ao entendimento da esquerda anti-liberal. E levanta uma das questões que levou ao fracasso da candidatura única: a falta de acordo em torno de uma eventual coligação  governamental ou parlamentar com o Partido Socialista.

O nacionalismo "soft" de Nicolas Sarkozy

Os discursos de Nicolas Sarkozy sobre a imigração e a identidade nacional podem ser qualificados de "nacionalistas". Mas trata-se de um nacionalismo "soft" adaptado às leis da democracia televisiva, às quais estamos submetidos hoje.
Texto de Gérard Noiriel, publicado no site mouvements.asso.fr a 29 de Março de 2007.

Eleições presidenciais em França: candidatos e sondagens

A primeira volta das eleições presidenciais em França realizar-se-á dia 22 de Abril, a segunda volta a 6 de Maio.
A estas eleições concorrem 12 candidatos. Nas últimas sondagens Nicolas Sarkozy (candidato de direita pela UMP) está em primeiro lugar com valores entre 26% e 31%. Em segundo lugar, Ségolène Royal, candidata do PS, com valores entre 24,5% e 27%. Em terceiro lugar, François Bayrou, candidato do partido de direita UDF, com 18% a 22%. Em quarto lugar, Jean-Marie Le Pen, candidato da Frente Nacional de extrema-direita, com 11% a 14,5%. E em quinto lugar, Olivier Besancenot, candidato da Liga Comunista Revolucionária (LCR), com 3% a 4,5%.

É pouco provável que Le Pen obtenha um resultado semelhante ao de 2002

A investigadora Nonna Mayer, do Centro de Investigações Políticas de Ciências Políticas (CEVIPOF), fala sobre a Frente Nacional, nesta entrevista em que analisa a trajectória desta formação de extrema-direita, as características do seu eleitorado e as suas temáticas de campanha.