Catedrático de Ciências Políticas e Sociais, Universidade Pompeu Fabra (Barcelona, Espanha).
Foi Catedrático de Economia Aplicada na Universidade de Barcelona. É também professor de Políticas Públicas na Universidade Johns Hopkins (Baltimore, EUA), onde exerceu docência durante 35 anos. Dirige o Programa em Políticas Públicas e Sociais patrocinado conjuntamente pela Universidade Pompeu Fabra e pela Universidade Johns Hopkins. Dirige também o Observatório Social de Espanha.
A relação de poder entre as forças do capital, por um lado, e as forças do trabalho, por outro, é determinante na distribuição dos rendimentos de um país. A evidência de que isto é assim é esmagadora, contudo, o leitor raramente lê-lo-á nos maiores meios de informação.
Não é por acaso que os países em que há mais super-ricos, são também aqueles em que há mais pobres e super-pobres. E o que ocorre em cada país, ocorre também a nível internacional. Por Vicenç Navarro.
Este artigo assinala a transformação do cantor e músico Bob Dylan nos EUA, que passou de voz crítica do establishment norte americano e do seu chauvinismo a um dos seus porta-vozes.
O nível técnico dos seus trabalhos é, em geral, e com notáveis exceções, de muito escassa qualidade e impermeáveis aos dados que mostrem o contrário do que defendem. Sem falar na incoerência entre o que o FMI impõe e o que faz na sua própria casa.
A persistência da crise financeira e económica europeia deve-se mais ao comportamento dos governos dos países centrais e nórdicos da Europa do que ao dos países periféricos. Dentro das coordenadas de poder na Eurozona, é impossível os países periféricos, como Espanha, saírem da crise.
É surpreendente que na extensíssima literatura que se escreveu sobre as causas das crises atuais muito pouco se centrou no conflito capital-trabalho (aquilo a que se costumava chamar luta de classes) e a sua génese no desenvolvimento da crise. Por Vicenç Navarro.
O ministro das Finanças do governo alemão, Wolfgang Schäuble, defendeu num artigo no El Pais que, para sair da crise, outros países da Europa façam as reformas dos sistemas laboral e social já feitas por lá. O problema é que o modelo alemão, baseado nas exportações, cortou salários e direitos sociais, reduzindo o potencial da procura interna. Artigo publicado na Carta Maior.