Tiago Ivo Cruz

Tiago Ivo Cruz

Doutorando na FLUL, Investigador do Centro de Estudos de Teatro/Museu Nacional do Teatro e da Dança /ARTHE, bolseiro da FCT

Um ano depois da concessão do Teatro Maria Matos a privados, o teatro está fechado numa luta nos tribunais. PS, PSD e CDS, bem como o Livre, votaram na AML pela manutenção da concessão, desperdiçando uma oportunidade única para recuperar um equipamento central para a política cultural de uma metrópole como Lisboa. Por Tiago Ivo Cruz. 

Ou Marcelo estava tremendamente aborrecido e entreteve-se a escrever um comunicado; ou decidiu aproveitar a visita do seu homólogo alemão Frank-Walter Steinmeier para lançar uns “sinais de Belém”.

Em dois anos de presidência, foram poucos os sítios onde Marcelo não esteve. Mas as suas ausências são consistentes: CTT, PT/Altice, Triumph. Onde há luta de trabalhadores, Marcelo está ausente. E isso marca o seu aniversário.

Nem a Cornucópia pediu uma exceção nem a exceção iria resolver o que quer que fosse. O debate é mais vasto do que a Cornucópia. Por Tiago Ivo Cruz.

A reforma constitucional é proposta por Renzi como resposta ao M5S de Beppe Grillo mas assume a essência do discurso da extrema-direita.

Um Ministro de um governo democrático que recorre a botas, ainda por cima logo pela madrugada, não pode ser ministro.

O que eu queria mesmo são aquelas coisas chatas de que nunca se fala quando se trata de Cultura.

O ensino especializado da música sofre de vários equívocos sucessivos. De governos que, por não se interessarem no assunto, não interferiram, e de governos que, por não perceberem do assunto, acharam por bem ter ideias e metê-las em prática.

O fenómeno das pessoas muito sérias na cultura só é compreensível sobre um mar de consensualismo que reduz todo o acto artístico e política cultural ao nível da propaganda.

Na Gulbenkian, foram as pessoas muito sérias quem reduziu olimpicamente o seu raio de ação e alterou, declarada e progressivamente, em prol da sua intervenção para a agenda do empreendedorismo, do filantropismo, para as parcerias e outras coisas modernas cheias de tudo e, sobretudo, de nada.