Teresa Soares

Teresa Soares

Professora de português no estrangeiro. Secretária-geral do Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas

Bem podem os políticos portugueses afirmar que o voto é um direito e um dever e bem podem também afirmar os atuais candidatos à presidência a importância do voto nas Comunidades, mas se na prática não são tomadas medidas para tornar exequível o ato eleitoral a representação dos portugueses no estrangeiro é fraca e continuará a ser.

Ficaríamos muito mais satisfeitos e felizes se, de vez em quando, e não apenas no 10 de Junho, os Governantes em Portugal se lembrassem de nós, levando a sério os nossos problemas.

O Instituto Camões, como entidade tutelar do Ensino Português no Estrangeiro, tem sido um perfeito campeão de “feique nhus”.

Muito lamentavelmente, em tudo o referente ao Ensino do Português no Estrangeiro (EPE), e aos seus professores, alunos e pais dos mesmos, os direitos são, cada vez mais, letra morta.

Segundo documentos antigos recentemente encontrados, não foi o Capitão inglês James Cook quem descobriu a Austrália em 1770, mas sim o navegador português Cristóvão de Mendonça, em 1522.

É certamente de conhecimento geral que, em 2010, a responsabilidade do Ensino do Português no Estrangeiro passou do Ministério da Educação para o Instituto Camões. O que muitos certamente não sabem é que não foi apenas o sistema de ensino.