Roberto Almada

Roberto Almada

Técnico Superior de Educação Social. Ativista do Bloco de Esquerda.

A crise da habitação será, porventura, um dos principais problemas com os quais o país e a Região se confrontam neste momento. O Bloco propõe 25% de habitação acessível, em todas as novas construções, para que possamos ter pessoas com menor poder de compra, nos centros populacionais.

Se o Bloco tiver votos para eleger deputados nas eleições regionais podemos lutar por melhores salários, habitação, cuidados de saúde, Escola pública Universal e gratuita, cuidados para os idosos e um combate forte à discriminação de pessoas em função do seu género e orientação sexual.

A opção do PSD/Madeira, e agora também do CDS, pela privatização de serviços públicos essenciais à população e de alimentar os privados para fazerem o trabalho que pode ser feito pelo setor público, já vem de longe.

Com a imensidão de problemas sociais que afetam os nossos conterrâneos é necessário voltar a ter uma oposição forte na Assembleia Regional da Madeira , que enfrente o governo regional sem medos nem tibiezas.

É necessária coragem política para ir mais além no combate à emergência alimentar que já se vislumbra na nossa terra. E, quanto a isso, nada temos visto da parte dos governos do país e da Região.

O Pe. Martins celebrou, no último domingo, a sua última eucaristia, enquanto pároco da Ribeira Seca. Ao longo de mais de quatro décadas foi um exemplo de resistência à frente da comunidade paroquial que o defendeu contra cercos militares e todas as intentonas que contra ele perpetraram.

Há muito trabalho a fazer, daqui até outubro, para que as alternativas sociais e de esquerda, sejam reforçadas, com o intuito de combater, também, o perigo das extremas-direitas, que têm que ser impedidas de chegar ao poder e aplicar os seus programas de ódio e populismo.

Na revisão da Constituição, o Bloco de Esquerda avança com uma proposta inovadora no que respeita à extinção do cargo de Representante da República. Cria o “Provedor da Autonomia”, conferindo-lhe dignidade constitucional enquanto Órgão de Governo Próprio da Região.

Lula ganhou as eleições presidenciais brasileiras com mais cerca de dois milhões de votos que o liberal-fascista, Bolsonaro. Numas eleições em que o que estava em causa era a própria Democracia.

Estamos a um ano da realização das eleições regionais. Com as forças tradicionais de Direita madeirense a se reorganizarem, e a abrirem a porta à participação da extrema-direita fascista na governação regional, é necessário uma oposição de combate pelos valores da Democracia.