Moisés Ferreira

Moisés Ferreira

Dirigente do Bloco de Esquerda. Psicólogo

Quanto mais se debate mais se percebe que as PPP na saúde não trazem nenhum benefício ao contribuinte ou ao utente, muito menos ao SNS ou ao Estado.

Para o Bloco de Esquerda a questão é porquê continuar com este negócio de transferir 450 milhões de euros por ano para privados quando ele não representa nenhuma vantagem para o público?

Não podemos continuar a canalizar centenas de milhões de euros para privados quando esse dinheiro faz tanta falta ao nosso Serviço Nacional de Saúde.

Não devemos simplificar o fenómeno categorizando o indivíduo e esquecendo o projeto que representa.

O anterior Governo foi responsável por uma subcapitalização da CGD em 2012 e por uma procrastinação desde o final de 2015 que colocou em risco o nível de solvabilidade da Caixa.

A sociedade, a lei e o Estado podem e devem ter respostas concretas para garantir o projeto de maternidade às mulheres que o desejarem.

O caminho da justiça e da igualdade é longo e contínuo; a nenhum momento podemos tomar por garantido o que já foi conquistado, a todo o momento temos que deslaçar novos nós que impedem a plenitude de direitos.

Com a compra do Banif pelo Santander e com a mais do que provável tentação do Santander e do CaixaBank pelo Novo Banco, abriu-se um debate no país: o da nacionalidade do capital que controla a banca a operar em Portugal.

Defendemos o alargamento das técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) para todas as mulheres.

Queremos continuar o caminho da austeridade que destruiu as nossas vidas ou queremos ir por um novo caminho?