José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

O feminismo não é coisa de mulheres. É coisa da democracia.

O Bloco de Esquerda nasceu - faz por estes dias treze anos - animado pelo propósito de dar voz a essa vontade funda de mudança que as ruas solidárias com Timor contrapuseram ao pântano de uma alternância sem alternativas. Fica adiante um caminho cheio de desafios.

José Afonso foi sempre, mais do que tudo, um cultor inquebrantável da subversão.

Nós somos a Grécia do povo e da democracia, eles são o Portugal do desgoverno.

Este Governo relaciona-se com o País como feitor das autoridades coloniais.

O silenciamento de Pedro Rosa Mendes tem um significado muito preciso: doravante, quem se meter com os amigos económicos do Governo leva.

Portugal está realmente a chegar a um ponto de viragem. Só que não é o dos amanhãs que cantam que o Governo nos quer fazer crer. Não, o ponto de viragem que está diante de nós é o da reestruturação da dívida.

O discurso da direita sobre a confiança faz-se para manter intocado algo que é, por definição, tudo menos digno de confiança: o primado dos mercados financeiros.

A guerra preventiva não será declarada. Ela já aí está, aliás. O assassinato de cientistas envolvidos no programa nuclear de Teerão tem assinatura clara.

"Portugal é o único país com uma distribuição claramente regressiva" do impacto da austeridade entre 2008 e 2011.