José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

O momento das escolhas decisivas na Europa está aí. Ou a tempestade perfeita ou a mudança de rumo.

Os apoios públicos devem ser retribuídos à comunidade ou só os apoios públicos aos pobres o devem ser? Quanto à fraude, sou eu que tenho mau feitio ou a taxa de fraude perpetrada pelos bancos privados é muito, mas muito superior à dos beneficiários do RSI (estou a lembrar-me de BPN, Barclays, HSBC, ...)?

Tal como a fotografia do buzinão na ponte sobre o Tejo diz tudo sobre o que foi o cavaquismo, a fotografia do agradecimento de Gaspar a Shäuble enuncia o que é o País hoje. O País do Governo, claro.

O discurso antirrendimento mínimo é a face pimba da política da direita.

Os números são como o algodão: não enganam.

É de democracia que se trata quando a desresponsabi-lização do Estado põe em causa a diversidade da criação cultural e artística ao dispor dos cidadãos.

A Espanha é um BPN multiplicado por vinte.

A regeneração da educação pretendida por Crato não é outra coisa senão a transformação do conservadorismo ideológico em política pública.

Fosse a Guiné no Médio Oriente ou no Magreb e a história seria seguramente outra.

Não falemos do coiso, porque o coiso é uma invenção depressiva que desaparece se estivermos calados.