José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

Quando penso no país do bloco central é Coimbra que me vem logo à cabeça. E isso desgosta-me como conimbricense.

Sendo um imperativo de bom senso económico, o aumento do salário mínimo é mais do que tudo uma escolha política.

O banqueiro sabe que tem no Estado um amigo, o cidadão arrisca-se a ter nele um agressor.

A ADSE não é um luxo de uma casta de privilegiados.

O regresso aos mercados não é a prova de que a austeridade está certa, mas sim a desculpa certa para impor mais austeridade.

Pagar as dívidas próprias é um imperativo de honestidade. Mas que eu me obrigue a pagar as dívidas contraídas por outro é tonto. E, mais que tonto, é irresponsável se cortar direitos aos que comigo vivem ou de mim dependem.

As previsões das grandes organizações económicas internacionais são tão fantasiosas como as leituras ciganas da sina.

Queria não o ter promulgado mas se o não tivesse feito o País afundar-se-ia, seria o caos. E a gente pergunta: Um Orçamento tão destruidor não afunda o País? Uma lei com tão grande probabilidade de ser inconstitucional promulga-se e depois logo se vê? É isto um Presidente responsável?

O Ano I do Governo da Troika foi o Ano I da reconfiguração darwinista do contrato social.

Escândalo maior do que algumas pensões elevadas é a miséria da grande maioria das pensões; e só acredita que limitando as mais altas o Governo subirá as mais baixas quem quer.