Joana Mortágua

Joana Mortágua

Dirigente do Bloco de Esquerda, licenciada em relações internacionais.

Na COP mais participada de sempre pelo lóbi do fóssil, também não espanta que tenham ficado para trás todas as ambições sobre a descarbonização e desfossilização da economia.

Há uma geração jovem que obrigou o país e o mundo a discutir aquilo que os super ricos e os meios de comunicação social entenderam não valorizar. É mesmo de mais autonomia que estes jovens precisam para se fazerem ouvir.

Uma das entidades concorrentes a financiamento bianual na área da dança foi a Companhia Clara Andermatt, uma companhia com 30 anos que fica pela primeira vez sem financiamento.

Infelizmente instalou-se uma trágica tradição em Portugal: achar que a Escola Pública avança deixando os professores para trás.

A direita quer normalizar o monstro, e ele fará dela a sua primeira vítima. Desejo melhor sorte ao Brasil, onde aos 92 anos Fernando Henrique Cardoso deu uma das lições mais importantes da sua vida.

No Irão há meninas e raparigas a morrer com mais coragem que muita gente grande, e não podemos deixar de pensar que ninguém sente mais a urgência de uma revolução do que aquelas que têm tudo a ganhar.

As palavras contam e as do Presidente deixaram-no devedor, no mínimo, de um pedido de desculpas.

A influência desta ideologia reacionária e fascizante não é obra de um único partido, mas de uma grande articulação a que já deram muitos nomes, partido digital bolsonarista, extra partido, partido paralelo.

Se a direita dita tradicional não quer olhar para Itália (ou França), ponha os olhos no Brasil. Não sobrou nem um Montenegro para amostra.

Estas grandes empresas que estão a lucrar com a crise distribuem dividendos aos seus iluminados acionistas; apesar da economia estar a contrair, queixam-se que já contribuem demasiado para a sociedade enquanto transferem os seus extraordinários rendimentos para offshores.