Joana Mortágua

Joana Mortágua

Dirigente do Bloco de Esquerda, licenciada em relações internacionais.

Não era preciso uma pandemia para ver que o crescimento do emprego se estava a fazer à custa do salário mínimo e de contratos de curto prazo.

O negacionismo não se deve à ignorância: é um instrumento político de massas bem desenhado pela extrema-direita.

Olhando para a tragédia que pode acontecer, será assim tanto pedir à comunidade internacional que, mesmo em tempos de pandemia, ponha os olhos na Palestina?

Como reduzir o número de alunos por turma, desdobrar horários, acompanhar os alunos que ficaram para trás sem mais professores, técnicos especializados e investimento na escola pública?

Vai ser preciso contratar mais professores, mais assistentes operacionais, mais técnicos especializados. Sobre isto, nem uma palavra no Orçamento Suplementar.

Só no Bairro da Jamaica a atuação das autoridades de saúde foi acompanhada por dezenas de agentes das Equipas de Intervenção Rápida da PSP e da Unidade Especial de Polícia.

As fake news são uma epidemia civilizacional, uma produção de laboratório criada a partir da mistura de tecnologias digitais e extrema direita. É difícil controlá-las e é ainda mais complicado desmascará-las, mas é essencial combatê-las.

A inexistência de uma rede pública de creches, gratuita e universal, abandonou as famílias às regras do mercado, e o mercado abandona quem está mais vulnerável.

A Europa alemã é aquela em que o Tribunal Constitucional português nada pode contra a imposição de austeridade, mas o tribunal alemão tudo pode contra o BCE.

O Governo falhou na proteção aos trabalhadores quando recusou proibir despedimentos e não impôs essa condição para o recurso ao layoff. A Autoridade para as Condições do Trabalho também não fez o seu trabalho.