Amy Goodman

Amy Goodman

Co-fundadora da rádio Democracy Now, jornalista norte-americana e escritora.

Mais de 350 protestos foram realizados na semana do 10º aniversário de Guantánamo. Ainda permanecem lá 171 prisioneiros.

O processo da eleição presidencial de 2012 promete ser longo, concorrido, extremamente caro e, talvez, o mais negativo da história.

Depois da revista Time eleger o “manifestante”, em termos genéricos, como Personagem do Ano, Daniel Ellsberg disse que Manning deveria ser a cara visível desse manifestante.

O novelista sul-africano Alan Paton escreveu sobre o apartheid em 1948: “Chora, amada terra, pois nada disso terminou ainda”. A mesma determinação cresce nas ruas de Durban.

No dia 05 de novembro, milhares de pessoas de todo o país participaram do chamado “Dia da Transferência Bancária”.

Muitas ocupações de protesto do movimento Occupy foram invadidas recentemente. A presidente da câmara de Oakland participou numa conferência telefónica juntamente com os presidentes das câmaras de outras 18 cidades para falar da situação. O FBI e o Departamento de Segurança Nacional assessoraram as presidências das câmaras municipais.

Pensem nas palavras que um veterano escreveu num cartaz que sustentava no alto da Praça da Liberdade: “É a segunda vez que luto pelo meu país e a primeira em que conheço o inimigo”.

Sopram os ventos de mudança em todo o mundo. Onde essa mudança se vai dar e quando acontece é algo impossível de prever.

Como presidente, Obama faz concessão atrás de concessão ao movimento conservador Tea Party, que é financiado por grandes corporações, e aos seus doadores de Wall Street. Agora, que está novamente às voltas com a campanha eleitoral, adverte os seus críticos progressistas para que não o ataquem...

O espectáculo havia terminado. Alguém me lembrou das palavras de Gandhi quando lhe perguntaram o que pensava sobre a civilização ocidental. Disse: “Acho que seria uma boa ideia”.