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ONU: Comissão de Drogas adia reclassificação da canábis

Mais uma vez, os governos reunidos em Viena para a reunião da Comissão de Drogas das Nações Unidas recusaram-se a avaliar as metas que traçaram nas anteriores conferências. Em 2009 tinham prometido acabar ou reduzir significativamente o mercado ilegal de drogas no mundo, mas o resultado foi o contrário. Essa incapacidade de assumirem o erro da abordagem repressiva foi alvo de críticas, e o próprio António Guterres mandou distribuir um documento em que condena essa abordagem. 

Nos EUA, a canábis regressa na próxima semana às votações no Congresso, após anos de bloqueio por parte da anterior maioria republicana. Há também estados a avançar para a legalização, como Nova Jérsia, Connecticut e Novo México. Na Florida, os médicos já podem receitar canábis para ser fumada e no Alasca vão ser permitidos espaços para fumadores dentro de alguns estabelecimentos que vendem a planta. Apesar de não entrarem nas estatísticas oficiais, este relatório mostra como a indústria canábica legal já criou mais de 200 mil empregos nos Estados Unidos.

No campo científico, um estudo publicado na revista Lancet sobre canábis de alta potência e surtos psicóticos deu origem a títulos sensacionalistas em Portugal e lá fora. Outro estudo, publicado no Journal of Adolescent Health, mostra como o consumo adolescente diminuiu com a legalização no estado de Washington. E um inquérito oficial mostra que o consumo adolescente de canábis no Colorado caiu pela primeira vez abaixo da média nacional dos EUA.


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