Notícias canábicas no Quatro e Vinte

04 de abril 2017 - 11:49
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Nesta edição do Quatro e Vinte, passamos em revista as principais novidades sobre drogas e proibicionismo das últimas semanas. Na Argentina, o uso terapêutico da canábis foi aprovado por unanimidade pelo Senado, mas o autocultivo ficou à porta. A legalização da canábis medicinal foi também a votos noutro Senado, o do estado norte-americano da Virgínia Ocidental, e teve o apoio dos dois maiores partidos.

No estado espanhol, os líderes políticos da Cantábria juntaram-se para a fotografia na entrega de uma proposta para regular a prescrição médica da canábis e o seu cultivo. Em Madrid, a bancada do Unidos Podemos apresentou um projeto na Câmara dos Deputados para que se estude um modelo de regulação do cultivo e consumo pessoal que acabe com a incerteza jurídica em vigor.

O ex-presidente mexicano Vicente Fox deu uma entrevista a reafirmar a urgência do seu país legalizar pelo menos a canábis e deixar de alinhar com a guerra às drogas que espalhou a morte e a violência nos últimos 10 anos.

Os estudos de opinião nos EUA indicam a subida do apoio da legalização da canábis e o número de condenações associadas à planta tem caído a pique nos últimos anos.

A propósito do drama da dependência de medicamentos opióides, uma reportagem mostra como as farmacêuticas investiram milhões para evitar leis que restringissem as receitas destes medicamentos que provocaram mais de 150 mil mortos por overdose nos últimos anos. Há também um novo estudo a confirmar que o acesso à canábis medicinal permite limitar o uso dos opióides.  

Na África do Sul, um tribunal declarou inválidas e inconstitucionais as leis que proíbem o consumo privado ou a plantação de canábis em casa por colidirem com o direito a privacidade. O caso em julgamento pertence a um ativista que luta há décadas nos tribunais sul-africanos pela legalização.

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