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Doente argentino arrisca 15 anos de prisão por autocultivo

Nesta edição do Quatro e Vinte, contamos a história do argentino Francisco Giovanoli, doente epilético desde os 6 anos, que cultiva canábis em casa para extrair o óleo que alivia os sintomas e reduz os ataques. A lei continua a tratá-lo como traficante e quer condená-lo a uma pena que pode ir até aos 15 anos de prisão. O protesto chegou às bancadas do parlamento pela mão de uma deputada que assistiu ao discurso do presidente Macri com um vaso de canábis numa mão e uma tarja pedindo a legalização do autocultivo noutra.

Entre as notícias que marcam a atualidade canábica, destacamos dois investimentos em Portugal: a aquisição da Gaia Pharma pela canadiana Aurora Cannabis e o investimento de 10 milhões de euros em Vila de Rei por parte da israelita Canna10, que promete criar 100 postos de trabalho naquele concelho do Pinhal Interior português.

Nos Estados Unidos, o Senado do Vermont já aprovou a lei que vai permitir abrir lojas de canábis em 2021. E a Califórnia quer ver a indústria canábica a pagar impostos com criptomoedas para contornar a proibição do uso de contas bancárias.

Na Europa, o Chipre é o mais recente país da UE a legalizar a canábis medicinal, enquanto no Canadá, os números da canábis já contam para as estatísticas económicas do país. É ali que tem sede a Canopy Growth, que acaba de anunciar a contratação da estrela televisiva norte-americana Martha Stewart para promover os novos produtos destinados a pessoas e animais. A mesma empresa vai financiar um estudo dirigido aos antigos hoquistas no gelo profissionais para perceber se o canabidiol é uma boa alternativa ao uso prolongado e muitas vezes automedicado de opiáceos.


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