Canábis medicinal: “Governo tem de clarificar qual é o papel do Infarmed”

20 de setembro 2018 - 17:41
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Apesar da aprovação da legalizaçao do uso terapêutico da canábis pelo parlamento, muitos doentes que compram óleo de canabidiol no estrangeiro estão a ver o produto retido na alfândega e o Infarmed a passar responsabilidades a outros organismos do Estado. O deputado bloquista Moisés Ferreira questionou o governo e falou ao Quatro e Vinte sobre a urgência da regulamentação da lei.

Nesta edição do Quatro e Vinte, saiba ainda que já não há nenhum continente no planeta sem pelo menos um país que tenha descriminalizado a canábis (faltava a África, mas o Tribunal Constitucional sul-africano acabou agora com essa lacuna). Com a legalização à porta, a Coca Cola prepara a entrada no mercado das bebidas canábicas. Nos EUA, os congressistas vão obrigar a administração federal a plantar mais canábis para a investigação científica. Um novo balanço do impacto da legalização da canábis em vários estados mostram que os receios dos proibicionistas foram infundados. E um estudo científico agora publicado afasta a relação entre o consumo juvenil de canábis na Califórnia e a presença de dispensários num raio de quatro quilómetros à volta das escolas.


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Intervenções de abertura na audição pública promovida pelo Bloco de Esquerda no Parlamento, com Tito de Morais (Fundador do projeto Miúdos Seguros na Net e cofundador do projeto Agarrados à Net), Catarina Martins (eurodeputada do Bloco de Esquerda), Ricardo Lafuente (presidente da associação de defesa dos direitos digitais D3), e Moisés Ferreira (psicólogo e investigador).