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329 ONG sugerem entregar a Guterres a liderança da política mundial de drogas

Centenas de profissionais de saúde, especialistas das Nações Unidas e ativistas passaram pela Alfândega do Porto esta semana para a Conferência Internacional de Redução de Danos. O ex-presidente Jorge Sampaio e a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, foram dois dos oradores do encontro onde se ouviram queixas das ONG sobre o arrastar dos órgãos de decisão da ONU para porem os direitos humanos à frente da ideologia repressiva do proibicionismo. Um apelo subscrito por 329 ONG diz mesmo que é tempo de levantar a hipótese de entregar a coordenação desta política ao gabinete do secretário-geral da ONU, António Guterres.


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Outro tema em destaque neste Quatro e Vinte é o nascimento do Observatório Português da Canábis Medicinal, que pretende intervir junto das autoridades para que haja substâncias disponíveis no mercado para quem delas precisa. Também no Reino Unido os doentes deparam-se com um problema semelhante, a canábis medicinal foi legalizada mas o sistema público de saúde não está a autorizar as poucas receitas que vão sendo passadas. Uma dessas pacientes resolveu lançar um movimento de pessoas que passaram a plantar e a avisar a polícia que o fazem.

O procurador-geral de São Francisco está a fazer as malas para vir a Portugal. O aumento do tráfico e consumo de drogas injetáveis levou a cidade a promover um debate público e o responsável pela justiça daquela região quer conhecer de perto as respostas da política portuguesa de descriminalização de drogas para aproximar os toxicodependentes do tratamento e reduzir o número de infeções. Ainda na Califórnia, falamos da nova lei para regular o transporte nas excursões às plantações e lojas canábicas, conhecidas por “party buses”. As empresas que fazem esses roteiros, como a Emerald Farm Tours que pertence a um lusodescendente, apoiam as novas regras que protegem os motoristas do fumo. Outro destino turístico norte-americano é Las Vegas, onde apesar da oposição da indústria do jogo, o município vai autorizar a abertura de locais de consumo nas lojas que vendem canábis.

Na Nova Zelândia, o ministro da Justiça prepara-se para anunciar esta semana mais novidades sobre o referendo à legalização da canábis previsto para 2020. O referendo foi uma das condições do Green Party para apoiar o atual governo liderado pelos trabalhistas.

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