A eurodeputada falou à agência Lusa sobre o Fórum Social Mundial 2013, referindo: “É extremamente importante (realizar-se na Tunísia), não só do ponto de vista dos países da região (…) e deste processo de transformação em que está tudo em aberto ainda e, portanto, há uma grande necessidade da troca de experiências e de apoio às lutas concretas que se travam”.
Alda Sousa salientou que, no Fórum em Tunes, vive-se “um ambiente de solidariedade, de luta mas também de festa, de encontro e de perspetiva de futuros encontros, e creio que esta vivência é um sinal enorme de esperança para os tempos que vêm”.
A eurodeputada destacou momentos “emocionantes” desta semana de debates, reuniões e espetáculos que juntam na capital tunisina, entre 26 e 30 de março, 4.500 organizações e dezenas de milhares de pessoas, como a manifestação que marcou o início do Fórum, na terça-feira.
Sublinhou que a marcha “reuniu umas dezenas largas de milhares de pessoas (…) vindas de todo o mundo, de todos os continentes, (…) e foi um momento extremamente emocionante, porque juntou gente muito diferente, mas de uma forma muito combativa, muito festiva ao mesmo tempo, um momento fortíssimo e um belíssimo começo para o Fórum Social Mundial”.
Alda Sousa disse também que houve “a ideia generalizada de que a austeridade, que é fruto das políticas do capital financeiro, está a destruir a solidariedade social na Europa”, referindo que essa política “também tem repercussões gravíssimas nestes países” e denunciou que as negociações do FMI e da União Europeia com o Egito e a Tunísia “não são propriamente parcerias de solidariedade”
Sobre a crise de Chipre, Alda Sousa afirmou que, nas conversas que tem mantido em Tunes, lhe ficou a impressão de que o resgate à ilha mediterrânica é visto como “uma espécie de ponta do icebergue para aquilo que podem vir a ser as decisões das instituições europeias em relação a outros países”.
Alda Sousa evocou, também, uma iniciativa “extremamente interessante” em que foi projetado “uma espécie de papiro com os nomes de 16 mil emigrantes que morreram a caminho da Europa”.
E concluiu: “Há muitas problemáticas que atravessam este Fórum e creio que ele pode ser gerador de mobilizações e de solidariedades muito fortes”.