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Vamos a isto!

O Bloco nunca gostou de desafios pequenos.

As autárquicas representam um esforço hercúleo para os diversos partidos. Conseguir estruturar centenas ou mesmo milhares de candidaturas, não é com certeza uma tarefa fácil. Sobretudo quando se pretende manter uma linha política coerente, séria, focada nas pessoas e não nos jogos políticos de curto prazo. Neste sentido, o Bloco tem naturalmente na fase de preparação das eleições de tipo autárquico um desafio particularmente grande.

Enquanto partido ainda recente, com uma estrutura organizacional relativamente leve, a preparação administrativa e logística das autárquicas e as necessidades de campanha inerentes não são com certeza uma tarefa fácil. Estruturar e desenvolver candidaturas por todo o país, preparando os candidatos, apoiando-os administrativa e logisticamente, são um verdadeiro teste à organização de qualquer máquina partidária, sobretudo às mais recentes.

Por outro lado, o facto de não pertencer ao centro político, o facto de ser focado em objetivos claros de mudança social, económica, política, cultural, entre outros, determina que a coerência seja o seu nome do meio. A verticalidade com que tem de se apresentar a estes atos eleitorais, ou a qualquer desafio que se lhe põe, eleva naturalmente o nível de dificuldade da sua missão.

E se a isto adicionarmos o facto de os restantes principais partidos levarem décadas de avanço no desenvolvimento de estruturas partidárias locais, implantação no terreno, conhecimento das especificidades locais, entre outras dimensões, percebemos claramente que as autárquicas são o desafio dos desafios do Bloco, enquanto partido político. Torna-se até difícil apontar um desafio tão grande como este que agora acorre.

É tendo em conta as dificuldades acima apontadas, assim como muitas outras que não são certamente aqui referidas, que podemos dizer que o trabalho realizado foi gigantesco. Não é sequer necessário estar muito por dentro dos seus meandros para perceber isso mesmo. Os milhares de militantes e simpatizantes que conseguiram colocar de pé esta mega-campanha têm com certeza razões para estar satisfeitos. Não porque tudo tenha sido perfeito, ou porque não seja possível encontrar melhores formas de o fazer, mas porque foi com certeza feito o que foi possível e impossível até.

O Bloco nunca gostou de desafios pequenos. Pelo contrário, são os grandes que nos motivam. São os desafios críticos, os desafios a doer, os desafios a sério que nos fazem correr. E a política para nós não é para nós uma profissão ou um trampolim. Estamos cá para mudar, é isso que nos move. Estamos prontos! Vamos isto!

Sobre o/a autor(a)

Politólogo, autor do blogue Ativismo de Sofá
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