Numa intervenção proferida durante o debate que fechou o processo de elaboração de uma directiva sobre ensaios clínicos, a eurodeputada do Bloco de Esquerda sublinhou a qualidade positiva do documento, obra de uma “colaboração profícua, competente e honesta” dos eurodeputados relatores envolvidos.
Essa qualidade, porém, sublinhou Alda Sousa, deve-se ao Parlamento Europeu e não à Comissão Europeia, apesar de o comissário do pelouro, o maltês Tonio Borg, “ter tido a lata de afirmar que os doentes e os cidadãos passam a ser mais beneficiados do que a indústria farmacêutica”.
“A proposta inicial da Comissão, que veio do seu gabinete”, recordou a eurodeputada do Bloco de Esquerda dirigindo-se ao comissário, presente em plenário, “parecia escrita pela indústria farmacêutica e foram este Parlamento e estes relatores que conseguiram revertê-la, garantir o papel dos comités de ética, a transparência e assegurar os direitos dos indivíduos que vão participar nos estudos”.
“Não é de competitividade que se trata, é de competência”, rematou Alda Sousa.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.