A mudar a política desde 1999: Cronologia do Bloco

Assembleia fundadora do Bloco de Esquerda | "Conversa de café" no Piolho, na campanha para as legislativas no Porto, com Fátima Grácio, Manuel António Pina (mandatário), Maria de Lourdes Pintasilgo e o candidato Miguel Portas | Manifestação pela independência de Timor Leste. Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas para exigir a intervenção da ONU contra a violência que se seguiu ao referendo. | Um dos primeiros cartazes do Bloco: contra o apoio português à intervenção da NATO na Jugoslávia. | Francisco Louçã e Luís Fazenda são os primeiros deputados eleitos pelo partido. Recusam sentar-se nas filas secundárias e protestam de pé ao plenário até conquistarem para o Bloco um lugar na primeira fila à esquerda no hemiciclo.

 

Primeira Convenção do Bloco de Esquerda, realizada na Aula Magna. | O Bloco foi o primeiro partido a instalar uma linha gratuita de atendimento telefónico ao cidadão no Parlamento. | Violência doméstica passa a ser considerada na lei como um crime público, por iniciativa do Bloco.

 

A iniciativa do Bloco abriu caminho à aprovação da lei que descriminalizou o consumo de drogas em Portugal | Fernando Rosas foi o primeiro candidato apoiado pelo Bloco à Presidência da República. | Nova lei das uniões de facto alarga direitos aos casais do mesmo sexo em Portugal.

 

Cartaz da campanha para as legislativas, em que o Bloco elegeu pela primeira vez um deputado pelo círculo do Porto, João Teixeira Lopes | A delegação do Bloco que se dirigia à  manifestação de Sevilha, à margem da cimeira europeia, foi travada na fronteira pela polícia espanhola, que chegou a agredir Miguel Portas e Francisco Louçã. | Protesto à porta do tribunal da Maia no julgamento de 17 mulheres acusadas do crime de aborto. | Ação de rua durante a Greve Geral de 10 de dezembro de 2002.

 

A ameaça de invasão norte-americana no Iraque mobilizou o mundo para as maiores manifestações globais pela paz a 15 de fevereiro de 2003. Poucas semanas depois, Durão Barroso acolheu nos Açores a cimeira entre Bush, Blair e Aznar que deu luz verde à sangrenta operação militar. | A III Convenção do Bloco realiza-se em maio de 2003 e reafirma o combate ao governo PSD/CDS, ao código laboral de Bagão Félix e à política da guerra. | “Não em nosso nome” Ação dos deputados do Bloco contra a guerra.

 

Os 30 anos do 25 de Abril foram comemorados num fim de semana de festa que juntou milhares de pessoas num armazém do porto de Lisboa (foto em cima). | A convite de associações nacionais, a organização Women on Waves trouxe a Portugal o seu barco transformado em clínica ginecológica. O governo português proibiu a sua entrada em águas nacionais e o Bloco acusou-o de “fanatismo” | O Bloco alcançou a sua primeira representação no Parlamento Europeu em 2004, com a eleição de Miguel Portas. | A concorrer pela primeira vez com a sua sigla às eleições regionais da Madeira, o Bloco elege Paulo Martins,  deputado desde 1976 pelas listas da UDP-Madeira.

 

Nas legislativas de 2005, o Bloco mais que duplicou a votação e os eleitos de 2002, elegendo 8 deputados numa eleição que o PS conquista com maioria absoluta. | Protesto em frente ao Tribunal de Setúbal em mais um caso de mulheres acusadas pelo crime de aborto. | Pela revogação do código do trabalho: Manifestação do 1º de Maio em Lisboa.

 

Francisco Louçã é o candidato do Bloco às presidenciais. | Campanha pelo referendo ao Tratado de Lisboa. | Criação do portal de notícias esquerda.net. | A Marcha pelo Emprego percorreu o país durante 17 dias para divulgar propostas como a redução do horário de trabalho ou a proibição de despedimentos em empresas com lucros.

 

O “Sim” à despenalização do aborto vence o referendo com 59.25% dos votos. | Primeira edição do Fórum anual “Socialismo”. | Bloco elege um vereador em Lisboa, o independente José Sá Fernandes. | Movimento de jovens precários lança o cortejo Mayday, que integra a manifestação do 1º de Maio da CGTP. | A Marcha Global da Marijuana estreia-se em Portugal, com iniciativas em Lisboa e Porto.

 

Manifestação em Lisboa pela regularização dos imigrantes que esperam há anos por documentos | Maior manifestação de sempre dos professores, em Lisboa, contra as políticas seguidas pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues. | Zuraida Soares e José Cascalho são os primeiros deputados do Bloco na Assembleia Legislativa Regional nos Açores. | A iniciativa “100 anos de lutas. O outro lado da CUF” assinala o centenário da fábrica da margem Sul do Tejo e das suas lutas operárias, com colóquios, música e uma exposição. | A Marcha contra a Precariedade percorreu vários distritos do país, chamando a atenção para o abuso do trabalho temporário e o plano do PS para rever o Código Laboral, acentuando a precarização do trabalho.

 

O Bloco atingiu o seu melhor resultado até então nas três eleições do ano. Passou de um para três eurodeputados e de oito para dezasseis deputados em São Bento. Nas autárquicas, elegeu nove vereadores e manteve a presidência da Câmara de Salvaterra de Magos. | O programa eleitoral do Bloco foi elaborado online com milhares de contributos e editado em livro. | Protesto em Lisboa contra o massacre israelita a Gaza que fez cerca de 1500 mortos. | Na comissão de inquérito, João Semedo apelidou o que se passou no BPN como “a fraude do século”.

 

Parlamento aprova legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. | “Portugal ao Fundo”: Cerimónia alternativa à da entrega do submarino Tridente à Marinha portuguesa. | Milhares de enfermeiros manifestam-se em Lisboa por carreiras dignas e pelo reconhecimento das suas qualificações, na sequência da maior greve de sempre. | 300 mil pessoas desfilam em Lisboa contra as políticas do governo Sócrates, numa manifestação convocada pela CGTP. | O Bloco participou nos protestos contra a cimeira da NATO em Lisboa e organizou um concerto no Largo Camões.

 

Protesto da “Geração à Rasca” torna-se a maior mobilização popular nos últimos meses do governo Sócrates. | A candidatura presidencial de Manuel Alegre, apoiada pelo Bloco, não impediu Cavaco de ser reeleito à primeira volta. | Centenas de pessoas aderem ao protesto dos “Artistas e Públicos Indignados” concentrados no Rossio, em Lisboa. | PS e direita assinam o memorando da troika e as eleições legislativas que se seguem penalizam o Bloco, reduzindo a metade o seu grupo parlamentar.

 

O movimento Que se Lixe a Troika junta mais de um milhão nas ruas e obriga o governo PSD/CDS a recuar na descida da TSU dos patrões. | Bloco faz campanha contra as políticas de empobrecimento seguidas pelo governo e a troika. | Cordão humano para salvar a Maternidade Alfredo da Costa. | A Marcha da indignação juntou milhares de pessoas em Lisboa contra a troika e a austeridade. | No desfile do 25 de abril, Miguel Portas foi recordado. | Convenção do Bloco aprova um modelo de coordenação paritário. João Semedo e Catarina Martins substituem Francisco Louçã na liderança do partido.

 

A sessão pública “Libertar Portugal da Austeridade” juntou na Aula Magna dirigentes do PS, Bloco e PCP com Mário Soares, Sampaio da Nóvoa e Maria do Rosário Gama. | Concerto de homenagem a Miguel Portas em Lisboa, com a participação de Zé Pedro e Kalu, entre outros músicos. | Nas eleições autárquicas, o Bloco perde a Câmara de Salvaterra e passa de nove para oito vereadores a nível nacional. Elege pela primeira vez em Torres Novas e Portimão e participa na vitória histórica da esquerda no Funchal. | Marcha LGBT+.

 

Após uma Convenção com duas moções praticamente empatadas, acaba o modelo de coordenação paritária e Catarina Martins assume o lugar de porta-voz do partido. | Eleições europeias: Com um resultado inferior ao de 2009, o Bloco só consegue eleger Marisa Matias para o Parlamento Europeu. | Primeira edição do Desobedoc, no Porto. Anualmente, esta mostra de cinema insubmisso também serve para voltar a abrir portas de  salas de cinema há muito fechadas.

 

Marcha e comício internacional contra a austeridade no Porto. | Nas eleições regionais da Madeira, o Bloco recupera presença no parlamento, ao eleger dois deputados. | Manifestação em Lisboa e sessão pública contra a chantagem de Bruxelas à Grécia. | Ação de rua para assinalar as barreiras que discriminam as pessoas com deficiência. | Eleições legislativas: Bloco alcança melhor resultado de sempre e elege 19 deputados. Com a direita em minoria no parlamento, é assinado o acordo que viabiliza o governo do PS nesta legislatura. | Deputados do Bloco pedem libertação do luso-angolano Luaty Beirão e dos outros 16 ativistas pró-democracia presos em Angola.

 

Marisa Matias alcança 10% dos votos e torna-se a mulher mais votada nas eleições presidenciais em Portugal, ultrapassando o resultado de Maria de Lourdes Pintasilgo em 1986. | Nas eleições regionais dos Açores, o Bloco alcança o melhor resultado de sempre, formando pela primeira vez um grupo parlamentar com dois deputados. | Manifestação contra as descargas poluentes que têm transformado o rio Tejo num esgoto a céu aberto. | Fechar Almaraz: Milhares de ambientalistas espanhóis e portugueses manifestaram-se em Cáceres pelo encerramento da central nuclear. | Manifestação “Salvar o Clima, Parar o Petróleo” em protesto contra as autorizações de prospeção de petróleo e gás em Portugal.

 

Os incêndios de junho e outubro deixaram um rasto de destruição e morte em vários distritos do centro do país. | Nas eleições autárquicas, o Bloco aumentou a sua representação, alargando-a aos executivos de Lisboa, Amadora, Vila Franca de Xira, Abrantes e Almada. | Bloco e PS assinam acordo com 80 pontos para a governação de Lisboa, incluindo manuais escolares gratuitos até ao 12º ano e um programa público de renda acessível. | Encontro nacional: Igualdade de género nas autarquias. | O Bloco acolheu em Lisboa o encontro internacional “Um Plano B para a Europa”, com dirigentes da esquerda espanhola, francesa, italiana, grega e dinamarquesa. | Manifestação pelo fim da violência contra as mulheres em Lisboa.

 

Professores exigem a reposição integral do tempo de carreira, congelado desde 2011. | Trabalhadores das pedreiras comemoram com o Bloco a vitória da equiparação do regime de acesso à reforma antecipada ao dos mineiros. | Campanha pela renacionalização dos CTT, contra o encerramento de estações e a descapitalização da empresa, que tem pago dividendos aos acionistas superiores aos lucros. | O Bloco assinalou os 200 anos de Karl Marx com uma conferência internacional que juntou economistas, filósofos, historiadores e cientistas políticos de muitos países. | Nasce em Lisboa a plataforma “Agora o Povo”, que junta partidos da esquerda europeia como o Bloco, Podemos, França Insubmissa, Aliança Verde e Vermelha dinamarquesa, o Partido de Esquerda sueco e a Aliança de Esquerda finlandesa. | Sessão de homenagem a João Semedo, no Porto.

 

No dia 8 de março, o Bloco participou nas manifestações convocadas pela greve feminista internacional. Em Lisboa manifestaram-se mais de 20 mil pessoas | Em ano de eleições, o Bloco reforça a bancada no Parlamento Europeu, com a eleição de Marisa Matias e José Gusmão. Na Madeira, perde os dois deputados eleitos em 2015. Nas legislativas, elege 19 deputados, mas o PS recusa renovar o acordo político à esquerda, pondo fim à “geringonça”. | Lançado por Greta Thunberg para denunciar a inação dos governos face à crise climática, o movimento internacional da Greve Climática Estudantil chegou a Portugal, com manifestações em várias cidades. | Ao fim de um ano de duras negociações, é aprovada a nova Lei de Bases da Saúde, baseada no projeto apresentado por António Arnaut e João Semedo, que já não viveram para ver a sua proposta aprovada.

 

 

O assassinato de George Floyd por um polícia nos EUA indignou o mundo. Milhares de pessoas manifestam-se contra o racismo e voltam a sair à rua semanas depois, após o assassinato do ator Bruno Candé. | Com a pandemia da covid-19 e a população sujeita às regras do confinamento, o Bloco organizou durante três dias a conferência online “Vencer a Crise”, com dezenas de personalidades convidadas. | Eleições regionais dos Açores: Bloco aumenta votação e mantém a bancada de dois deputados conquistada em 2016. | Na discussão sobre o Orçamento de 2021, o Bloco anuncia o voto contra por considerar insuficientes as verbas para responder às necessidades do SNS e da proteção social a quem perdeu o emprego na pandemia.

 

 

 

Nas eleições presidenciais que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias volta a ser a candidata apoiada pelo Bloco, obtendo 4% dos votos. | Parlamento aprova lei que despenaliza a morte medicamente assistida | Concentração de apoio ao povo da Palestina contra o apartheid israelita | Nas eleições autárquicas, o Bloco viu reduzir o número de eleitos, mas alcançou pela primeira vez um lugar na vereação da cidade do Porto. Dois meses depois, Matosinhos acolhe a primeira Convenção Nacional do partido realizada fora de Lisboa.

 

 

Nas eleições convocadas após o chumbo do Orçamento para 2022, o PS obtém maioria absoluta e o Bloco é penalizado com a redução da bancada para cinco deputados.