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#EmBomRigor: Temos funcionários públicos a mais?

Neste quarto gráfico da série #EmBomRigor, mostramos como o argumento de patrões e partidos da direita sobre o peso dos funcionários públicos no total da população empregada não resiste ao teste da realidade.

É muito comum ouvir a ideia de que Portugal tem demasiados funcionários na administração pública. Além dos partidos da direita, os representantes das associações patronais também costumam referi-lo para ilustrar a suposta ineficiência do setor público. Numa entrevista recente ao jornal Público, o presidente da CIP, António Saraiva, considerou que a atual legislatura era uma boa oportunidade para reduzir o número de funcionários públicos.

O problema é que os factos dizem o contrário: se olharmos para os números mais recentes do Eurostat, Portugal é um dos países da União Europeia com menor percentagem de funcionários públicos no emprego total.

No topo da tabela estão os países nórdicos, conhecidos pela qualidade e abrangência dos seus serviços públicos. Pelo meio, encontram-se vários dos países que costumam ser elogiados pelo seu “liberalismo”, sobretudo os países de Leste, como a Estónia, a Lituânia, a Letónia ou a Eslováquia. Em bom rigor, Portugal é um dos últimos países da União Europeia em percentagem de emprego público, bem abaixo da média.

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