Jornalista e escritor brasileiro, autor dos romances Dicionário Amoroso do Recife, Soledad no Recife, O Filho Renegado de Deus e A Mais Longa Duração da Juventude.
Anarquistas, socialistas, porras-loucas em mistura. Não havia em todo o Recife e Olinda, um bar com radiola de ficha, a famosa wurlitzer, que tivesse um repertório tão bom quanto o do Maconhão.
Para quem não o conhece, entre outros trabalhos, este intelectual da nossa geração no Recife escreveu e publicou o ensaio “Memória de afetos: cultura e revolução no Recife do tempo de Soledad Barrett Viedma”.
Se no mundo explodisse a bomba fundamental, não a ouviríamos. O ventre que entrevemos, por baixo dos olhos, pelo cheiro com que arrasta a cauda, adivinhamos.
A esmagadora vitória do Exército Vermelho sobre os nazistas não teria existido, é claro, sem a Revolução de 1917. Assim falam os personagens no romance “A mais longa duração da juventude”, que narra a juventude ardorosa contra a ditadura brasileira.
No Brasil, até então para nós era claro que a música "Fado Tropical" fazia uma crítica à colonização portuguesa, no tempo da invasão holandesa ao Nordeste do Brasil. Por que não chegou assim aos portugueses?
A nossa elite não sabe, despreza: a fala popular é a própria língua da história. A população fala a língua que guarda um fio de continuidade entre a identidade de um lugar e a civilização.
Para evitar a piada do dia universal da mentira, os golpistas mentiram por antecipação. Falaram que o golpe se fez em 31 de março de 1964. E que nesse dia foi decretada a revolução. O problema é que os subversivos calendários não obedeceram à ordem.