Sara Schuh

Sara Schuh

Estudante do Ensino Superior. Membro da Coordenadora Nacional de Estudantes do Bloco de Esquerda.

A educação não cria, por si, a revolução. Ainda assim, é uma ferramenta imprescindível de emancipação social.

O desvanecer do movimento estudantil é um reflexo do próprio sistema educativo e das suas formas de exclusão.

A laicidade do Estado não se expressa na proibição dos cidadãos de professarem a sua fé, seja qual for. Significa, isso sim, que o Estado não pode impor qualquer religião a ninguém, nem basear as suas decisões em doutrinas religiosas.

Sem discussão e confronto de ideias não há progresso e a nossa democracia não será plena enquanto não representar também as minorias.

Estamos à porta de mais um ano letivo e milhares de jovens celebram a entrada no ensino superior. Infelizmente, a festa não é para todos.

Entrámos na silly season. Para nos animar os dias, só mesmo a novela mexicana que envolve Seguro e Costa e a tragédia grega que assombra a família Espírito Santo. Mas, enquanto maldizemos a seleção nacional, nos rimos dos simpatizantes do PS e acompanhamos o futuro do BES, o país continua à beira da crise.

A liberalização selvagem da economia, esse sonho da direita portuguesa, não levantou vôo juntamente com o FMI, mas andará bem escondido atrás das promessas eleitorais e só mostrará a sua cara após as eleições, quando todas as promessas se tornarem, afinal, “impossíveis de concretizar”.

Não é possível acreditar numa instituição que não tem casos de sucesso. Não é possível acreditar num Governo que não conhece a realidade que o país atravessa. A política de austeridade nunca foi cura para a crise e Portugal não é exceção.

Os carrascos do Governo têm feito um bom trabalho a aniquilar o país. Mas não tem que ser assim. A ditadura da austeridade é uma escolha ideológica que pode ser combatida, mas só se puder contar também contigo.

O congresso do PSD passa-se sempre numa realidade alternativa que nada condiz com a conjuntura social de crise em que vivemos.