Nuno Pinheiro

Nuno Pinheiro

Investigador de CIES/IUL

As Novas Regras de Avaliação Externa no Ensino Básico são um pequeno passo, há muitas questões ainda por resolver.

Houve um sinal positivo no dia 20 de novembro, espera-se que seja um sinal de mudança, pois toda a atuação do governo Passos/Portas foi no sentido de agravar os problemas da criança.

Na abertura do ano letivo de 1974/75 constata-se que não existiam salas para os alunos que entravam de novo no Liceu de Almada. O Ministério da Educação revelava-se incapaz de resolver o problema. Nas Reuniões Gerais de Alunos começa-se a falar numa solução, ocupar o Seminário de Almada que acaba por ser aprovada. Por Nuno Pinheiro.

Resumindo os últimos quatro anos de política educativa é inevitável falar em retrocesso, não só das concepções educativas, mas também dos resultados escolares, em que se inverteu a tendência para uma melhoria que vinha a acontecer lentamente. O discurso da “exigência” não foi mais que o regresso a um ensino selectivo e classista.

O que temos é o estado português a assumir como sua obrigação a “tarefa” de confissões religiosas, o que contradiz a sua laicidade e o princípio da separação entre a igreja e o estado.