Jorge Humberto Nogueira

Jorge Humberto Nogueira

Professor, mestre em Educação Especial e Inclusão.

A resolução da falta de docentes não se faz com remendos de curto prazo, de eficácia duvidosa e que não tocam no essencial, perpetuando a velha máxima de atamancar alguma coisa, para que o fundamental não mude.

A Educação em Portugal atingiu os melhores resultados de sempre em vários indicadores. Toda esta evolução tem como atores a classe dos professores. Paralelamente somos um dos países da OCDE onde a classe docente é mais envelhecida. Artigo de Jorge Humberto Nogueira

As mesmas ideias com novas roupagens, para que tudo fique na mesma. A efetiva melhoria das práticas e da organização escolar deixa muito a desejar.

Apesar de tudo, os professores cá estão para assegurar o ensino presencial. A situação é de risco latente e a qualquer momento podemos ser confrontados com dificuldades, dadas as condições em que as escolas estão a funcionar.

É inegável a prioridade que deve ser dada aos alunos com Necessidades Educativas Especiais, NEE, na frequência de ensino presencial, constituindo um grupo vulnerável ao ensino à distância, com consequências no seu desenvolvimento e aprendizagem.

Na reta final deste 3º período de Ensino à Distância, há reflexões necessárias para preparar aquilo que vai ser a abertura prevista das escolas em setembro.

No pressuposto de que nenhum aluno deve ser deixado para trás e tendo em mente aqueles que apresentam maiores barreiras ao apoio e aprendizagem, o Ensino @ Distância torna-se num desafio que exige da escola recursos e estratégias específicos e dedicados.