Esther Vivas

Esther Vivas

Ativista e investigadora em movimentos sociais e políticas agrícolas e alimentares. Licenciada em jornalismo e mestre em sociologia.

Site pessoal: http://esthervivas.com/ Escreve regularmente em publico.es: http://blogs.publico.es/esther-vivas/

Que comemos? De onde vem? Como foi elaborado? São perguntas formuladas por cada vez mais consumidores. Por toda a Europa, encontramos dia a dia mais iniciativas que apostam noutro modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos. Alguns mais consolidados e outros menos, todos têm em comum a vontade de se reapropriarem da alimentação.

A introdução de alimentos de comércio justo pelos supermercados não modifica o conjunto da sua prática comercial. O comércio justo é utilizado como um instrumento de marketing e de lavagem de imagem.

As principais empresas de venda a retalho passaram a fazer parte do ranking das maiores multinacionais do planeta e converteram-se num dos atores mais significativos do processo de globalização capitalista.

A agricultura deixou de ser uma atividade económica central, há anos. Face ao modelo agrário desenhado por e para o agro-negócio, cada vez mais agricultores viram-se obrigados a encerrar as explorações e a abandonar o setor. Mas, as nossas necessidades alimentares mantêm-se. Sem campesinato, quem nos dará de comer?

A agricultura ecológica deixa alguns bem nervosos. É o que se constata, ultimamente, na multiplicação de artigos, entrevistas, livros que têm apenas o objetivo de desprestigiar seu trabalho, desinformar sobre a sua prática e desacreditar os seus princípios.

O movimento dos indignados conseguiu mudar o nosso imaginário coletivo em relação à crise.

É hora de sair à rua, exigir a abertura de um processo constituinte em todo o Estado espanhol, poder decidir que futuro queremos. Passar à ofensiva: xeque mate ao regime.

“A semente do diabo”, foi assim que o popular apresentador do canal norte-americano HBO Bill Maher batizou a multinacional Monsanto. Porquê? Trata-se de uma afirmação exagerada? Que esconde esta grande empresa da indústria das sementes?

Comemos petróleo, ainda que não pareça. O atual modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos é viciado em “ouro negro”. Sem petróleo, não poderíamos comer como o fazemos. Num cenário onde vai ser cada vez mais difícil extrair petróleo e este ficará mais caro, como nos vamos alimentar?

O local, e ainda mais num contexto de crise, vende. Mas, que queremos dizer quando falamos de km zero? Trata-se de uma moda, de uma marca ou de uma aposta na mudança?