Amy Goodman

Amy Goodman

Co-fundadora da rádio Democracy Now, jornalista norte-americana e escritora.

Alguém poderia afirmar com seriedade que não deveria existir uma igreja cristã junto ao local da explosão na cidade de Oklahoma apenas por Timothy McVeigh ser cristão?

As notícias sobre a negação de acesso dos média acumulam-se como bolas de alcatrão na praia.

A Administração Obama dá prosseguimento a detenções sem acusação em Guantánamo e na base aérea da Bagram e recorre aos privilégios do “segredos de estado” para fugir a acções legais.  

A raiva é palpável ao longo do Delta do Mississipi, diante das consequências da maior catástrofe ambiental na história dos EUA.

O poder e a riqueza da BP e de outras empresas petrolíferas quase não têm paralelo no mundo, e constituem uma ameaça às vidas dos trabalhadores, ao ambiente e até à democracia.

O Presidente Barack Obama vai enveredar pela via nuclear. Anunciou os iniciais oito mil milhões de dólares em garantias de empréstimo para a construção das primeiras novas centrais nucleares nos Estados Unidos, em perto de três décadas.

Port-au-Prince, Haiti - Tè tremblé é o crioulo haitiano para "terramoto". A sua tradução literal é: "A terra tremeu". Depois do enorme terramoto que devastou o Haiti, o fedor a morte está em todo o lado.

Uma acção destinada a tornar-se um marco histórico está a decorrer num Tribunal Federal de Nova York. As vítimas do apartheid na África do Sul apresentam queixa contra as corporações que, dizem, ajudaram o regime pré-1994. Entre as empresas multinacionais encontram-se a IBM, a Fujitsu, a Ford, a GM e os gigantes da banca UBS e Barclays. A acção judicial acusa as corporações de "participação por conhecimento em e/ou cumplicidade com os crimes do apartheid; de execuções extrajudiciais; de tortura, prolongada detenção ilegal e tratamento cruel, desumano e degradante. O pedido de indemnização por danos, apresentado pelos advogados, ascende a 400 mil milhões de dólares.

Dennis Brutus partiu pedras ao lado de Nelson Mandela quando estavam encarcerados juntos na tristemente célebre prisão da ilha Robben. O seu delito, semelhante ao de Mandela, foi lutar contra a injustiça e o racismo, desafiar o regime do apartheid na África do Sul. As armas de Brutus foram as suas palavras: elevadas, fulgurantes e poéticas. Foi excluído, censurado, e alvejado. Mas o seu compromisso, activismo de poeta e a sua defesa dos pobres, nunca vacilaram. Brutus morreu enquanto dormia a 26 de Dezembro na Cidade do Cabo, aos 85 anos de idade, mas viveu com os olhos bem abertos. A sua vida resume o século XX, e, inclusive até aos seus últimos dias, inspirou, guiou e mobilizou as pessoas na luta pela justiça no século XXI.