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Governo vai dar mais dinheiro para BPN/BIC

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, diz que o Estado já pagou ao BIC 27,6 milhões de euros, devido a litígios e responsabilidades contingentes, verba que pode vir a ascender a 199 milhões de euros. A ministra anunciou ainda a existência de outro “buraco”: o Estado pode ter de desembolsar um valor muito superior a 100 milhões de euros, de duas linhas de crédito do BPN. Entretanto, figuras gradas do BPN e da SLN continuam a entrar no executivo de Passos Coelho.
A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, diz que o Estado já pagou ao BIC 27,6 milhões de euros, devido a litígios e responsabilidades contingentes, verba que pode vir a ascender a 199 milhões de euros. A ministra anunciou ainda a existência de outro “buraco”: o Estado pode ter de desembolsar um valor muito superior a 100 milhões de euros, de duas linhas de crédito do BPN. Entretanto, figuras gradas do BPN e da SLN continuam a entrar no executivo de Passos Coelho - Foto de Miguel A. Lopes/Lusa (arquivo)

A ministra das Finanças foi à comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, devido a um agendamento potestativo do Bloco de Esquerda, para explicar os dinheiros dados pelo Estado ao BIC.

Em causa estava uma notícia, dada pelo jornal “Público”, que apontava que o BIC, que comprou o BPN por 40 milhões de euros, tinha enviado para as finanças faturas no montante de 100 milhões de euros ao abrigo do contrato assinado pela atual ministra das Finanças.

Maria Luís Albuquerque disse que não tinha conhecimento deste valor, mas deixou entrever uma situação provavelmente ainda muito pior.

Segundo a ministra das Finanças, o Estado já pagou ao BIC 5,6 milhões de euros devido a litígios do BPN e 22 milhões de responsabilidades contingentes do BPN.

Maria Luís Albuquerque disse ainda que as estimativas mais recentes avaliam em 158 milhões de euros os custos com responsabilidades contingentes e 41 milhões de euros os potenciais custos com litígios judiciais. Um total de 199 milhões de euros que o Estado terá de dar ao BIC, que pagou ao Estado apenas 40 milhões pela compra do BPN.

Ministra das Finanças anuncia a existência de outro “buraco”

Na comissão parlamentar, a ministra das Finanças anunciou ainda a existência de outro “buraco” com um valor superior a 100 milhões de euros.

Trata-se de duas linhas de crédito do BPN ao BPN Crédito e ao banco Efisa, que o BIC rejeitou quando comprou o banco.

Maria Luís Albuquerque afirmou que o BPN Crédito e o Banco Efisa estão para ser vendidos e que o governo tentará negociar uma solução que envolva a assunção destes créditos por quem os comprar. Os créditos continuam, no entanto, na posse do BIC, que os terá rejeitado desde o início.

Os negócios e “buracos” do BPN continuam assim a ser um gasto constante para os contribuintes. Agora, é o BIC a entregar faturas e a receber os pagamentos governamentais, em montantes que se está ainda por avaliar, no total.

Entretanto, figuras gradas do BPN e da SLN continuam a entrar no executivo de Passos Coelho. Depois de Franquelim Alves se ter tornado Secretário de Estado, chegou agora a vez de Rui Machete se tornar ministro dos Negócios Estrangeiros.

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Petição: Secretaria Nacional dos Povos Indígenas.
No futuro os seus netos for pesquisar no GOOGLE. Eles vão lhes perguntar: - Oh! vovô, por que você não deu conta desse extermínio lento dos índios? E sua consciência vai sentir gosto amargo em saber que os índios por mais 500 anos sofreu injustiça, violência e opressão e outras brutalidades. O Brasil de hoje, se transformou num exemplo de democracia para a América Latina. Mas, persiste esta chaga concreta que nos denigrem como Nação Desenvolvida. Portanto, uma criação de uma Secretaria Nacional dos Povos Indígenas. http://www.avaaz.org/po/petition/Secretaria_Nacional_dos_Povos_Indigenas...

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