Este documento previa, entre outros, uma indemnização de 8 milhões e 260 mil euros por danos morais colectivos causados aos imigrantes encontrados na fábrica de roupa da marca que foram utilizados como mão de obra escrava e a realização de uma campanha de combate a trabalho escravo.
A administração da Inditex confirmou esta semana que não aceita os termos deste acordo,
na medida em que alguns aspectos que foram propostos "não estavam bem definidos", nomeadamente o destino da verba exigida como indemnização.
Perante esta decisão, Luiz Fabre, da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região (PRT-2), admite a possibilidade de entrar com uma ação civil pública contra a empresa. “Já que eles [da empresa] têm responsabilidade social, podem assumir a responsabilidade jurídica, que é o que propomos. Não podemos ficar só no âmbito da vontade. Precisamos de compromissos concretos passíveis de sanções, com multas, caso não sejam cumpridos”, avançou o procurador.