Zara recusa-se a pagar indemnização por recorrer a trabalho escravo

04 de dezembro 2011 - 18:58

Representantes da empresa espanhola Inditex, detentora da loja de roupa Zara, e que conta com uma facturação mundial de 12.500 milhões de euros anuais, negaram-se a assinar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público do Trabalho brasileiro.

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Foto de Melburnian, Flickr.

Este documento previa, entre outros, uma indemnização de 8 milhões e 260 mil euros por danos morais colectivos causados aos imigrantes encontrados na fábrica de roupa da marca que foram utilizados como mão de obra escrava e a realização de uma campanha de combate a trabalho escravo.

A administração da Inditex confirmou esta semana que não aceita os termos deste acordo,

na medida em que alguns aspectos que foram propostos "não estavam bem definidos", nomeadamente o destino da verba exigida como indemnização.

Perante esta decisão, Luiz Fabre, da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região (PRT-2), admite a possibilidade de entrar com uma ação civil pública contra a empresa. “Já que eles [da empresa] têm responsabilidade social, podem assumir a responsabilidade jurídica, que é o que propomos. Não podemos ficar só no âmbito da vontade. Precisamos de compromissos concretos passíveis de sanções, com multas, caso não sejam cumpridos”, avançou o procurador.