Schäuble defende Dijsselbloem: Declarações sobre países do sul “não foram ofensivas”

08 de abril 2017 - 19:48

O ministro das Finanças alemão defendeu este sábado o presidente do Eurogrupo, afirmando que, “como todos os leitores alemães do jornal”, não ficou ofendido pela entrevista de Jeroen Dijsselbloem.

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Foto de EU Council Eurozone/flickr.

“Como todos os leitores alemães do jornal, não fiquei ofendido pela entrevista. Mas sabemos que em outros países europeus, especialmente em Espanha, esta entrevista foi lida de forma diferente”, sublinhou Wolfgang Schäuble durante uma conferência de imprensa após a reunião de ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin).

Lembrando que Jeroen Dijsselbloem já assumiu diversas vezes que existiram diferentes interpretações das suas palavras, Schäuble defendeu que “já houve explicações suficientes e que, a algum ponto, já chega” da discussão.

Jeroen Dijsselbloem foi alvo de polémica na sequência da entrevista ao jornal Frankfurter Zeitung, na qual afirmou, referindo-se aos países do Sul da Europa, que “não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda”.

Estas declarações motivaram o pedido de demissão do presidente do Eurogrupo, por parte do Governo português. Jeroen Dijsselbloem veio, entretanto, garantir que não se demite.

Na sexta-feira, em Malta, o secretário de Estado das Finanças português exigiu um pedido de desculpas público a Dijsselbloem e renovou o pedido de demissão.