"As duas integrantes da banda procuradas pela polícia conseguiram sair do território russo. Estão a tentar recrutar feministas estrangeiras para preparar novas ações", informam as Pussy Riot na sua conta no Twitter.
Três dias após a condenação a dois anos de prisão por “hooliganismo motivado por ódio religioso” de Nadejda Tolokonnikova, 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, 30, e Maria Alekhina, 24, a polícia russa anunciou que estava à procura das outras ativistas que compõem a banda.
Em declarações à Reuters, o marido de Tolokonnikova, Pyotr Verzilov, afirmou que as duas jovens que conseguiram escapar às autoridades russas também participaram na ação que teve lugar na catedral ortodoxa do Cristo Salvador, em Moscovo, durante a qual foi cantada uma "oração" punk, que pedia à Virgem Maria que protegesse a Rússia de Vladimir Putin.
“Elas estão num local seguro longe do alcance da polícia russa”, adiantou Verzilov, que sublinhou ainda que é preciso lembrar que “12 ou até mesmo 14 membros que ainda estão na Rússia participam ativamente nos trabalhos da banda”. “É um grande coletivo”, rematou.
Na próxima semana, e segundo noticia o Guardian, os advogados de defesa das três jovens condenadas vão recorrer da sentença.
Novas ações de solidariedade
Continuam a ser promovidas ações de solidariedade com as ativistas encarceradas um pouco por todo o mundo.
Este sábado, as Mulheres da Rede Feminista Galega realizaram uma ação na Catedral de Compostela.
As feministas galegas reclamaram, segundo relata o Diário Liberdade, a libertação de Maria Alekhina, Ekaterina Samutsevich e Nadezhda Tolokonnikova.
As ativistas, vestidas com os trajes das Pussy Riots, entraram nas instalações na catedral e penduraram uma enorme facha nas varandas da fachada principal do edifício, na qual se lia "Pussy Riot liberdade".