O patriarca de Lisboa fez nesta sexta feira declarações bombásticas contra as manifestações e os protestos de rua.
“A democracia [portuguesa], que se define constitucionalmente como democracia representativa, na qual as soluções alternativas têm um lugar próprio para serem apresentadas, neste momento, está na rua” afirmou D. José Policarpo, segundo o site do jornal “Público”, considerando que “o que está a acontecer é uma corrosão da harmonia democrática, da nossa constituição e do nosso sistema constitucional.”
O patriarca acentuou ainda que os problemas não se resolvem “contestando, indo para grandes manifestações” ou fazendo uma qualquer “revolução”, criticando a “reacção colectiva a este momento nacional, que dá a ideia de que a única coisa que se pretende é mudar o Governo”.
O patriarca de Lisboa defende ainda que “há sinais de que os sacrifícios levarão a resultados positivos”, quer no país quer na Europa.
No entanto, e contraditoriamente ao seu apelo ao cumprimento resignado das políticas austeritárias do Governo, a Igreja recusa-se a pagar IMI.
Segundo o site do jornal “Correio da Manhã”, o ministro das Finanças teria tentado acabar com as isenções do pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que os templos e edifícios destinados à formação e à pastoral têm. Porém, a Igreja Católica opôs-se ao fim da isenção, justificando-se com a Concordata.
"A Concordata é um tratado internacional que tem de ser cumprido", disse o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa ao “Correio da Manhã”.
Lamentavelmente, o patriarca não ergue a sua voz em defesa das vítimas do desemprego e das políticas de austeridade e pelo contrário justifica o Governo e a sua política. Porém, quando se trata dos privilégios da Igreja Católica, a Conferência Episcopal é inflexível e não está disposta a fazer sacrifícios.
Comentários
Consulte a página http://www.jornalfraternizar.pt.vu/
Lá está tudo explicadinho...
Cumprimentos
É a realidade deste País!
A máfia no seu melhor!
O povo que se ##da!
A Igreja sabe muito, quanto mais miséria houver, mais pessoas procuram conforto na fé.
Mas esqueceu-se de dizer que a página de assinaturas para que o vaticano divida a riqueza, já tem milhões e já deu a volta ao mundo quantas vezes. Mas quem é que dá atenção a esses gajos. Com uma óstia ao domingo não sobrevivo. Pá desculpem-me, fico lixado. Vou dar a outra face? qual? já dei as duas.
Do que se espera de uma igreja que tem acordos únicos e os seus membros vivem na maior das riquezas e tem movimentos, no mínimo duvidosos, como é o caso da Opus Day e dos jesuítas que controlam muita coisa (nomeadamente os poderosos) como se pode ver no livro "La Historia Secreta de los Jesuitas" de Edmond Paris.
O sr. José Policarpo,é tão corrupto como os políticos.Apela ás massas para não se manifestarem,para o governo isentar a igreja do IMI. E as manifestações em Fátima?Essas são boas,porque dão muito dinheiro.
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