No debate com o primeiro-ministro no Parlamento, o coordenador do Bloco de Esquerda acusa o governo de já ter decidido aplicar uma taxa suplementar sobre os pensionistas e reformados. "O senhor que está sentado ao seu lado, Miguel Poiares Maduro, disse que essa sobretaxa só era aplicada como último recurso. É o cúmulo da ironia: o primeiro recurso do governo foi sempre ir ao bolso dos pensionistas e reformados".
Diante da afirmação de Passos Coelho de que o governo vai procurar medidas alternativas de corte de despesa, João Semedo mostrou como o défice nos quatro primeiros meses deste ano cresceu em relação ao período homólogo no ano passado, e afirmou que a diferença é justamente o valor que o o governo pretende arrecadar com a nova taxa sobre os reformados. “O défice comeu a folga. E o orçamento gastou aquilo que o sr. ainda não aplicou mas já decidiu que vai aplicar [a taxa sobre as pensões e reformas].
O coordenador do Bloco afirmou ainda que “não há qualquer consolidação [das contas públicas]. A evolução do défice é a demonstração do falhanço da sua consolidação. Aquilo que está a acontecer é o desmentido dos enunciados de toda a sua política”.
A resposta de Passos Coelho foi afirmar que a evolução do défice respeita os parâmetros acordados com a troika e culpar o Tribunal Constitucional e os aumentos de salários (sic) pelo crescimento do défice nos primeiros quatro meses do ano. Mas o primeiro-ministro sempre foi dizendo que “não está excluído que flexibilidade adicional venha a ser requerida [à troika] para 2014.