Confrontado com a proposta do Bloco de Esquerda no sentido de limitar os salários milionários de alguns gestores, António Mexia afirmou, em entrevista no programa A Vida do Dinheiro, que “isso diz respeito exclusivamente aos acionistas”.
“A EDP é uma empresa privada, não tem que ver com mais nada a não ser com os acionistas”, destacou.
O presidente da EDP que, no ano passado, arrecadou um montante global anual de 2,04 milhões de euros, referiu ainda que “no momento em que se quiser controlar aquilo que é a capacidade da iniciativa privada em Portugal, e interferir nisso, só tem um destino: é a pobreza”.
Segundo Mexia, “a grande discussão é como é que eu aumento o tamanho do bolo”, e não como "ratar migalhas" nos salários dos gestores.
“A eletricidade não é cara. As casas é que são mal construídas”
O presidente da EDP, que esta semana foi nomeado em Nova Iorque como ‘chairman’ do conselho administrativo do Se For Al, uma organização que envolve as grandes companhias de energia mundiais, recusou também as críticas de que os preços da eletricidade em Portugal são caros.
“A eletricidade não é cara. As casas é que são mal construídas”, afirmou António Mexia, referindo que “o problema é que as pessoas vivem em casas que, muitas vezes, são inaceitáveis”, pelo que não se deve usar “este setor como bode expiatório”.
Mexia afirmou que liberalização do mercado “foi positiva para muitos clientes, sobretudo para os industriais. Não tenho dúvidas nenhumas”.