A Fectrans (Federação dos sindicatos de Transportes e Comunicações) anunciou nesta terça-feira, 28 de abril, que os trabalhadores da STCP (Sociedade de Transportes Coletivas do Porto) farão greve no dia 11 de maio.
Segundo a Fectrans, a paralisação visa também “a reposição do número de trabalhadores necessários para garantir a oferta programada” e “acabar de vez com a sistemática supressão de dezenas de carreiras diariamente, que tem afetado os utentes desta empresa”.
Segundo a Lusa, a decisão de convocar esta greve foi tomada em plenário de trabalhadores da empresa, realizado na passada terça-feira, 20 de abril. Os trabalhadores decidiram também realizar uma paralisação por tempo indeterminado (e em datas a divulgar posteriormente) aos fins de semana e às últimas e primeiras horas de rendição dos motoristas.
À Lusa, Pedro Silva, coordenador da comissão de trabalhadores da STCP, disse que estas formas de luta foram aprovadas por unanimidade.
Pedro Silva frisou que faltam “cerca de 150 trabalhadores”, o que por vezes obriga os motoristas a prolongar o trabalho, por falta de substituto.
Jorge Costa, do Sindicato nacional dos motoristas (SNM), salientou que o serviço da STCP tem vindo a degradar-se “de forma propositada”, para justificar a concessão da empresa a privados.
Na mesma semana de maio e também contra a concessão das empresas a privados, os trabalhadores do Metro de Lisboa e da Carris farão greve de 24 horas, nos dias 12 e 14 de maio, respetivamente.
Para 15 de maio está convocada uma greve dos trabalhadores da saúde em defesa da reposição das 35 horas de trabalho e pela criação de carreira de técnico auxiliar de saúde.