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BIC comprou BPN com crédito do próprio banco

O crédito depois foi anulado pelos acionistas que receberam o “empréstimo”, numa “redução de capital”. Manobras efetuadas são detalhadas numa reportagem da “Visão”, que seguiu as pistas de uma questão levantada por João Semedo.
A ministra das Finanças foi a responsável pelo negócio ruinoso da venda do BPN ao BIC quando tinha a pasta do Tesouro. Foto José Sena Goulão/Lusa

A questão fora feita pelo deputado e coordenador do Bloco à ministra Maria Luís Albuquerque em julho deste ano: o banco BIC, que comprou o BPN por 40 milhões de euros, usou o dinheiro do próprio BPN para pagar a conta? A pergunta justificava-se: pouco depois da transação, houve uma fusão entre os dois bancos onde ocorreu uma redução de capital de... 40 milhões de euros. Por outras palavras, os seus acionistas – os maiores são Américo Amorim (25% do capital), Isabel dos Santos (25%), Fernando Teles, CEO do BIC Angola (20%) – retiraram esse valor do banco.

Uma reportagem desta semana da revista Visão procura dar uma resposta a esta questão, fazendo o ponto da situação de uma “daquelas histórias cujo enredo se complica sempre”.

Antes da venda, Estado português injetou 600 milhões

Os factos são estes: antes de vender o BPN, o Estado português injetou nele 600 milhões de euros para “recapitalizá-lo”. Note-se que esse valor foi exagerado até para as exigências da Comissão Europeia, porque colocou os rácios de capital num patamar “significativamente superior ao mínimo regulamentar”. Para se ter uma ideia do que isto representa, os novos cortes salariais dos funcionários públicos previstos no Orçamento de 2014 representam 646 milhões de euros.

30+370=400, certo? Errado!

Depois desta recapitalização, o banco foi vendido ao BIC por 40 milhões. Logo em seguida, os seus acionista decidiram comprar o total das ações do BPN e pediram-lhe emprestado o dinheiro para as comprar; em seguida, os dois bancos fundiram-se; o BIC tinha cerca de 30 milhões de capital próprio e o BPN 370. Total: 30+370=400, certo? Errado: o resultado é 360 milhões, porque os acionistas fizeram uma redução de capital de 40 milhões, extinguindo o crédito feito aos acionistas para comprar o BPN.

Por trás das manobras complexas, parecem restar poucas dúvidas de que os acionistas do BIC usaram o dinheiro que o Estado português depositou no BPN para o comprar. As contas são claras, e o resto são, digamos, subterfúgios técnicos.

A Visão ouviu o comissário europeu da Concorrência, que afirma que “a redução do capital não resultou num pagamento aos acionistas... mas essa avaliação requer uma análise mais detalhada das circunstâncias exatas”.

Buraco maior

Entretanto, o buraco não fica por aí: as cláusulas da venda, que segundo a Visão, são secretas, obrigam o Estado a continuar a pagar parcelas substanciais da atividade do novo banco. A conta, segundo a revista, já está em 24 milhões, mas a ministra das Finanças estimou em julho que o Estado ainda terá de gastar 158 milhões de euros com responsabilidades contingentes e mais 41 milhões de euros com potenciais custos com litígios judiciais. Um total de 199 milhões de euros, a que se soma mais um buraco de cem milhões de duas linhas de crédito do BPN ao BPN Crédito e ao banco Efisa, que o BIC rejeitou quando comprou o banco.

Até agora, o buraco do BPN já custou 5,3 mil milhões de euros – muito mais que os cortes orçamentais de 3,9 mil milhões do OE'2014. Mas a novela não chegou ao fim. O buraco pode chegar aos 8 mil milhões.

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Comentários

Bom ,ainda bem que o Mário Soares convidou o Louçã para organizar um Curso lá na Fundação. Isso é a primeira coisa que tenho a dizer. Q assim vai poder testemunhar no julgamento ,desse modo dando um determinante parecer técnico a Maria J Morgado.

Isto é no que dá ,as transações agora vamos ser contidos fechadas entre aspas pelo Passos Coelho ao telefone. Espero que com a troika não resulte o mesmo: prejuízos continuos.

Agora ,o que se exige é uma comissão de inquérito ao processo de reprivatização do bpn ,desde Teixeira dos Santos. É o minimo exigível. Em simultâneo e d imediato uma queixa-crime na PGR contra a Passos Coelho e Luyza Albuquerque ,desta vez o Semedo vai já acompanhado de Alberto Martins.

O papel-chave é do bezerro do banco de portugal q se demitiu c/ o desfecho do processo. Claro que o individuo em Tribunal tem só uma opinião "algo subjectiva" sobre o risco implicto no valor intrinseco dos activos. Mas para isso vai lá o Dr. Louçã para dar o justo e qualificado parecer técnico: foi uma drenagem de capital que do ponto de vista dos acionistas angolanos Edemais redundou num sinal driqueza+! Explico-me: ficaram com um banco |bem guarnecido pelo Tesouro Público contra todas as contingências judiciais e de mercado| e o dinheiro |de facto "moeda de crédito" criada para conta à ordem ,Vide Secção III.1 -multiplicador monetario interrompido| foi meses aseguir logo recuperado ,desse modo extinguido de facto esse artifício de balanço e a obrigação de divida correspondente.

Os capitalistas ficaram com o mesmo cash q já tinham antes (pq nem sequer pagaram em cash vivo e em espécie "deles" ,mas sim em "moeda de crédito" |credit-money ,KreditGeld , monnaie de credit| q em pouco tempo logo extinguiram (tivesse sido assim logo de 2002para 2003 e o euro não tava na situação q tá).. E SOMARAM há riqueza total privada de facto um banco com valor patrimonial. Chiça. ISto só indo a tribunal ou votando uma lei de expropriação apropriada. Chiça. A sério.

Como o Outro: nunca tive ações. Se as tive não conta ,fica tudo entre a minha palavra privada e o ouvido interno do Dr. Soares ,para terceiro o Dr. Fazenda tb nunca teria direito em saber a verdade

,dar o salto da lingua privada para a comunicação institucional resumir-se-ia então a uma suposta roça entre um Velho Chefe de partido (Soares) e a mula do regime (Cavaco)

Assim está bem meus senhores ou querem mais torrado?

Não percebo pq é que o Semedo não reage no FACEBOOK.

Este artigo tem tudo bem ,expecto o gajo da JP MORGAN (q é para riscar). De resto é tudo verdade

http://www.economist.com/news/schools-brief/21587205-final-article-our-s...

Secalhar não m expliquei bem.
Capitalistas A - Riqueza/Patrimonio
Dinheiro - 80M€
Activos financeiros - 30€
Imoveis - 15€ »» TOTAL : 125 M€

No mundo ilustrado português Qd Cap. A compra um banco por 40M€ ,acontece isto

Dinheiro 40 M€
Banco ("propriedade" , "cap. social" do mesmo) - 40 M€
Activos financeiros - 30 M€
Imoveis - 15€ » TOTAL : 125 M€

(É IRRELEVANTE o que o Banco tem ele mesmo de dinheiro ,activos fin. e imoveis. aqui ter um banco é como "ter uma empresa" ,com a distinção q q a empresa tem maqinas no balanço).

No mundo angolano africanês Qd Cap. A comprou o banco por 40M€ , aconteceu isto

Dinheiro 80 M€
Banco ("propriedade" , "cap. social") - 40 M€
Activos financeiros - 30€
Imoveis - 15€ »» RIQ. TOTAL : 165 M€

Bom ,agora os senhores chamem a isto o que quiserem : acumulação primitva ,enriquecimento ilicito ,cleptocracia africana + amoricana ,o roubo dos roubados
Como quiserem : mas isto é crime ,isto não passa
Não sei se Vai ter que ser o Francisco Louçã a transmiti-lo ao M Soares

Secalhar é melhor arranjarmos um processo. ..SWAp

E tudo isto só foi possivel como o artigo mt bem reflete porque o estado havia "numa operação de recapitalização" dado fundos ao banco.
Esta op. observa-se num registo contabilistico está claro mas o destino do dinheiro foi algo como q distribuido em notas vivas nos cofres do BPN, fundos dos mercado monetário, algum papel-comercial de terceiros, talvez o mercado cambial , e alguma liquidez de banco central.

Ora, mandaria a jovem deputada do bloco ,q este dinheiro fosse por sua vez para apoiar a economia real : ocrédito às empresas ,mas infelizmente deve ter ficado lá sentado na distr. referida (tudo coisas mto liquidas perceba-se).. pq podia hver "alguma emergência" ~c/ os tribunais ou então

,claro q uma vez os africanos tendo tomado conta de tudo ,sacaram os 40M€ dessa parte ,liquefazendo-os na totalidade ,isto é qd o dinheiro está pronto a ser transferido de conta para conta , saiu de uma conta que o BPN tem sabe-se lá onde [olha, no Banco de portugal] e foi para as contas privadas dos capitalistas ,qem sabe se não nas caimão ,depois de outro lado ou do mesmo pagaram o crédito q tinham contraido ao BIC ,e asssim pagaram o BPN com dinheiro q o Estado tinha posto no BPN . CRIME ? Não ,INCIDENTE DE ESTADO

isso é um mistério ,não consigo perceber.
Mas havia de ter graça... saber se Amorim Santos Etc pagaram em cheque ao Estado. Mas mais graça ainda. Se pagaram foi em cheque do BIC.

O Cheque ia então para a Tesouraria do Tesouro. E até que mandassem a tropa levantá-lo vai um precipício. Agora esta mesma tropa (Assistente técnica em processo de rescisão) podia ir a qualquer bancão i.e. instituição levantar o cheque que dizia BIC e fôra assinado por amorim, ,isabel etc. naquele espaço reduzido. 40.0000.000 € Visado!!

Seria interessante. Mais q interessante: Necessário ao apuramento dos factos e da verdade. Tb pode ter sido por tranferencia bancária. Como é as Famílias Faz/(ia)em com as casas??? Seria igual , há casas q valem esse valor. Casas ou edificios de escritorios.

Ainda
Se a tropa do estado tivesse conta inclusive no BIC ,era só tranferido da conta à ordem ficticia de amorim ,isabel (Secção III.4 - já inclusa) para a do TESOURO (IGCP ,Tesouraria.) .. depois é a rede costumeira dos pagamentos... a moeda a mexer ... levantamentos depositos ,saques de letras..

SECALHAR ESSES ACIONISTAS CAPITALISTASANGOLANOS OBRIGARAM O ESTADO A ABRIR CONTA NO BIC/BPN e SE O SALDO PASSA-SE ABAIXO de 35M€ , O IGCP E a TESOURARIA EM GERAL passavam a pagar brutais comissões ,logo nunca passou ,mais retenção de balanço africano
SECALHAR É ONDE O PCOELHO DIZ Q O GOV. TEM A TAL ALMOFADA. PQ TEM D TAR DEPOSITADA. NÃO TêM NENHUM pequeno pecúlioem moeda nobre a valer 3 ou 4% do pib ali numa arca de S.Bento ,isto aquilo etroca o passo.

Agora que li o artigo e todo aquela especulação filosófica pode ser arredada é o seguinte

1. Foi o BIC que comprou o BPN ,com dinheiro em caixa do pp BPN
2. Os acionistas referidos compararam depois as acções q o BIC tinha do BPN
Porquê?
Porque os dois bancos tinham q ser fundidos ,e dois bancos não podem ser fundidos ,mt menos o BIC pode ser incorporado no BPN ,se este pertencer aquele.
Por isso tiveram de destacar a propriedade e fazer a fusão, como se fossem o bpi e o bcp (tb estes tem acionista comuns valha).

3.Na nova entidade ("novo bic" ,mas só de nome) extinguiram o crédito por contrapartida de uma conta de capital.

Ainda bem q foi assim. Pq senão a situação não recuperava
Agora. É uma questão regulatória ,"supervisão" ,mas pode não ser "legal" , "regulamentar" . Os bancos podem dar credito a acionistas (matéria regulada "sujeita a supervisão") ,mas duvido q o credito possa ser extinguido por redução do capital pp ,ainda q seja tudo "contabilístico".

É aqui que se manda uma pergunta para o Carlos Costa.
Isto se o Bdp tiver algum "nexo de dependência" (sic) c/ as instituições da república.

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