O risco de falência de Portugal disparou nesta quarta feira, em grande parte devido à notícia do “Wall Street Journal”, que noticiava a possibilidade de Portugal precisar de um segundo resgate, face aos receios de que o país não seja capaz de regressar aos mercados em 2013. O jornal citava um relatório do Instituto de Finanças Internacional (IFI), o lóbi da finança mundial, que afirmava ser problemático que Portugal emitisse obrigações de longo prazo em 2013 com as taxas acima dos 12%.
Segundo o site do “Diário Económico”, a subida do risco de Portugal foi a maior do mundo: o preço dos credit default swaps (cds) – que funcionam como uma espécie de crédito perante o risco de incumprimento de um país - sobre as Obrigações do Tesouro (OT) português a cinco anos subiu 22 pontos para 1.309 pontos. Isto é, para segurar 10 milhões de euros são exigidos 1,3 milhões de euros (13,09%).
Os juros da dívida portuguesa no mercado secundário atingiram os 14,59% para as OT no prazo de dois anos, os 14,597% para o prazo de 10 anos e 18,79% para o prazo de 5 anos.
Entretanto, em declarações à agência Reuters, António Saraiva presidente da confederação patronal da indústria disse Portugal precisará de um segundo empréstimo de 30.000 milhões de euros, porque “a troika não avaliou corretamente a real situação portuguesa”.
O presidente da CIP disse ainda à agência que prevê uma descida TSU (a contribuição dos patrões para a segurança social) em 2013 e que o acordo de concertação assinado entre Governo, patronato e UGT vai “atenuar, diluir e até, porque não, anular essa conflitualidade social que se pressentia”.