Barbacena tornou-se o nome do chamado "Holocausto Brasileiro" cujas imagens e descrições não deixam ninguém indiferente. “Holocausto brasileiro” é o nome do famoso livro, e posteriormente do documentário, que denunciaram a instituição que deixou para trás cerca de 60.000 mortos. Milhares e milhares viveram e morreram aí em condições mais que deploráveis.
Esta geração foi a mais qualificada que Portugal alguma vez produziu. E vive, em média, pior do que os pais viviam à mesma idade. É este o resultado de décadas de políticas laborais que foram empurrando a precariedade. O pacote laboral do Governo aprofunda essa lógica.
É com muita pena que trago para título desta pequena crónica parte do poema breve de Sebastião da Gama, que Francisco Fanhais imortalizou com a sua voz e a sua canção.
O Porto tem um legado particular nas lutas pela Liberdade, o que permite a conceção de um museu de memória que não se reduza a uma réplica do que já existe no Aljube, em Lisboa, e no Forte de Peniche.
Os próximos cinquenta anos de autonomia não se garantem com discursos para manter tudo como está. Garantem-se com esperança, mudança profunda e resultados.
A proposta de suspensão parcial do acordo UE/Israel, avançada pela Comissão Europeia há já quase um ano, é uma anedota. Restringe-se à participação de empresas israelitas num fundo para a inovação, deixando intactos todos os outros apoios e a relação comercial privilegiada.
Será que os exames nacionais avaliam de forma justa os alunos aquando do desenvolvimento de todas as competências firmadas no perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória? Faz sentido o futuro de um estudante estar tão dependente de um dia, que pode ser um dia mau?
As horas de trabalho feminino — remunerado e, sobretudo, não remunerado — limitam a possibilidade de participação em associações, coletivos ou partidos políticos. Esta limitação traduz-se numa menor representação feminina nesses espaços, contribuindo para a perpetuação de estruturas patriarcais.
Max e Maria de Lurdes representam o compromisso pela democracia popular. No efervescer do pós-Revolução, tendo em vista a construção de um Portugal novo, comprometeram-se com a entrega, o empenho e a solidariedade para com o povo, contra a exploração e pela sua dignidade.
Há 19 anos, o RJIES impôs uma visão gerencialista, empresarial e pouco democrática à academia. Agora, entre cambalhotas e armadilhas, o Governo PSD/CDS alterou o diploma, mas falhou redondamente na reversão da matriz do problema.