Cortes nas despesas do Parlamento Europeu ameaçam o multilinguismo

O relatório de previsão de receitas e despesas do Parlamento Europeu para 2014 admite um corte de mais de metade das despesas de tradução. A opção coloca em causa "o essencial", como o acesso dos cidadãos ao trabalho parlamentar, denunciou a eurodeputada Alda Sousa.

21 de abril 2014 - 10:34
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Foto do GUE/NGL

Um corte de 56 por cento nas traduções e de 23 por cento na interpretação é o que o relatório propõe. "Isso coloca em causa serviços essenciais como os dos tradutores e intérpretes e também o multilinguismo", acrescentou a eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda.
No entanto, prosseguiu, "há solução e alternativa: basta que se aprovem propostas a dar prioridade às viagens dos deputados em classe económica ou em comboio, em vez de classe executiva; custa muito perceber isto?"
O decréscimo em tradução e interpretação "pode ter como consequência comprometer de forma gravosa as nossas condições de trabalho e também o acesso dos cidadãos ao que se passa aqui". Trata-se "de um trabalho indispensável", sublinhou Alda Sousa.

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